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Resenha Morangos mofados - Caio Fernando Abreu

Olá gente!!

Morangos Mofados   O que primeiro chama a atenção na leitura de "Morangos Mofados" é a fineza de estilo, a agudeza e a percepção de Caio Fernando Abreu para tratar da essência, do que há de mais profundo no ser humano. A busca, a dor, o fracasso, o encontro, o amor e a esperança vão se delineando nessa série de contos que se entrelaçam quase como se fossem um romance. Morangos Mofados foi o maior sucesso de Caio, que lançou 11 livros e foi traduzido para diversas línguas.



Editora: Agir
ISBN: 8522006466
Ano: 2005
Páginas: 160





 Morangos mofados do autor Caio Fernando  Abreu é uma coleção de contos  dividida em “ O mofo”, que narra a queda dos valores do homem, trata de entrega ás drogas e ao álcool, com vários personagens desesperados, melancólicos e anônimos que no final se unificam em um só .

“Uma história jamais fica suspensa: ela se consuma no que se interrompe, ela é cheia de pontos finais internos, o que a gente imagina que poderia ser talvez uma continuação, á vezes passa de um novo capítulo, eventualmente conservando as mesmas personagens do anterior, mas seguindo uma ordem cujas regras nos são ilusoriamente ás vezes familiares”

 Logo em seguida vem “Os morangos”, que traz uma leveza e uma esperança momentânea de final feliz em meio de todo o mofo mas o amargo do morango volta após o doce,  abordando assuntos como preconceito, militarismo , hippies, pessoas sem destino.      

“ Se permanecer aqui parado nesta janela, estou certo que acontecerá alguma coisa grave- e quando digo grave quero dizer morte, loucura, que parecem leves assim ditas. Preciso de algo que me tire desta janela e logo após, ainda, do depois, Querer um sentido me leva a querer um depois, os dois vêm juntos. “

   Chegamos então aos “Morangos Mofados” que é introduzido por Strawberry fields forever, dos Beatles, e esse detalhe já me conquista logo de cara, Caio Fernando nos leva á saudade, á solidão e contrói um refúgio nos morangos mas dentro do mofo, do caos.

“ Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez, que leva para longe da minha boca este gosto podre de fracasso, este travo de derrota, sem nobreza, não tem jeito, companheiro, nos perdemos no meio da estrada e nunca tivemos mapa algum, ninguém da mais carona e a noite já vem chegando. “

  Nestes contos vemos um casal que descobre que não é mais feliz por que os dois são gays, um romance de noite de ano novo e muitos outros relacionamentos incomuns.

“ Baixava ás vezes nela aquela sensação de que nada jamais daria certo, que todos os esforços seriam sempre inúteis, e coisa nenhuma de alguma forma se modificaria”
“Eu só sinto, mas não sei o que sinto. Quando sei, não compreendo”

 Com uma linguagem simples em alguns contos e mais complicada em outros com elementos esotéricos e da  cultura Pop, como Beatles, Angela Rorô e Janis Joplin, Caio cria contos com fluidez e para todos os gostos, é difícil não se identificar com pelo menos um, em poucas páginas ele passa a mensagem desejada, e cria personagens complexos e apaixonantes.

“ Não que fosse amor de menos, você dizia, depois, ao contrário, era amor demais, você acreditava nisso.”
 Este livro me surpreendeu positivamente com uma escrita de alto nível, assuntos reais e com os verdadeiros objetivos muito bem guardados nas entrelinhas, muitas vezes.


 “ Os homens são tão necessariamente loucos que não ser louco seria uma outra forma de loucura”

Beijooos!
AMY XO 

Resenha Como eu era antes de você - Jojo Moyes

Oláa!!

A resenha desta vez é do livro " Como eu era antes de você" que me enganou totalmente por causa da capa e do nome. Comecei a ler este livro achando que seria uma história super romântica de um causa que acabou de terminar ou algo bem parecido, mas é bem diferente.

Como Eu Era Antes de VocêAos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.

Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580573299
Ano: 2013
Páginas: 320



Em " Como eu era antes de você" conhecemos Louisa Clark, uma jovem de 26 anos, de uma família pobre que namora Patrick, um corredor de triatlo e personal trainner, por 6 anos. Um dia Louisa chega em casa mais cedo e se vê obrigada a contar para família que o café em que ela trabalhava fechou e junto com ele se foi seu emprego que sustentava grande parte da renda familiar. Sem estudos ou experiência, seu namorado a incentiva a procurar emprego e durante esta procura, ela encontra o emprego de cuidadora de um tetraplégico, com ótimo salário e perto da casa dela. Apesar de temerosa Louisa aceita e quando chega lá conhece o mal humorado Will.
 Will sofreu um acidente e se tornou tetraplégico, desde então, ele vive dentro de casa, não conversa muito, não tem amigos e adora irritar e contrair as pessoas que cuidam dele. Por essas características, Louisa pensa em desistir logo no primeiro dia, mas quando expressa essa vontade para sua irmã, Treena, ela conta que vai voltar para a faculdade e parar de trabalhar e pede para que Louisa fique no emprego. 
 Agora com a responsabilidade de sustentar, praticamente sozinha, sua família e evitar que o que ela ouviu pela casa se concretize, Louisa se aproxima de Will e decide fazê-lo querer viver novamente. Devido aos esforços de Louisa um grande sentimento surge entre eles e acontecem coisas que mudam as vidas e personalidades dos dois.

" Alguns erros... apenas têm consequências maiores que outros. Mas você não precisa deixar que aquela noite seja aquilo que defina quem você é. "

 Como eu era antes de você me surpreendeu de várias maneiras positivas, com personagens cativantes, uma história nada clichê, momentos bonitos, lições de vida e um final que me fez chorar rios. A narrativa é em primeira pessoa, Louisa narra, e de vez em quando outro personagem próximo de Will narra um capítulo e as personalidades são tão diferentes que dá para sentirmos que não é a Lou. Apesar de ela ser a personagem principal, percebemos que no decorrer do livro Will se torna o centro de tudo e é interessante conhecer pelos olhos do deficiente e de quem convive com ele as dificuldades do dia-a-dia, a parte psicológica como fica arrasada após o acidente e como, mesmo assim, o mundo continua girando e quem era melhor amigo, namorada ou muito próximo do acidentado continua a viver, as vezes nunca mais aparece e as vezes aparece com uma notícia ruim. 
 A visão que a autora criou da deficiência e a maneira como tudo vai melhorando até um final que dá para adivinhar mas que não queremos aceitar é muito bom. Eu recomendo este livro para todos que gostam de um bom sick-lit ( acho que este livro se encaixa bem nesta categoria) ou uma história diferente. Adorei a escrita, adorei tudo. 

Beijos!
Amy xo

Resenha em vídeo - O oceano no fim do caminho - Neil Gaiman

Olá gente!!!

 Depois de muito tempo, e me desculpo por isso, estava extremamente atarefada, saiu a resenha do meu adorado " O oceano no fim do caminho" de Neil Gaiman. Adorei este livro, venha saber porque.

Resenha Everything is illuminated - Jonathan Safran Foer .

Oláaa!
 Bem vindos a mais um resenha.
 O livro de hoje é um livro que apesar de ter gostado, me deixou um pouco confusa do início ao fim. Vou contar aqui o porque.

Everything is IlluminatedTudo se ilumina é exatamente o que não se espera de um livro sobre o Holocausto: leve, divertido, inventivo e moderno. Na verdade, só é possível perceber que esse é o tema central do romance quando já se está perto do seu final. Não é à toa que esta obra criativa e surpreendente rendeu diversos prêmios e honrarias ao seu autor, o norte-americano Jonathan Safran Foer, de apenas 28 anos.
 O jovem escritor é judeu e sempre quis saber detalhes da história de seu avô, um ucraniano que teve toda a sua família assassinada pelos nazistas e só escapou da morte graças à ajuda de uma certa Augustine, que o teria escondido dos alemães. Safran Foer nem conheceu o avô, mas cresceu ouvindo o que sua avó lhe contava sobre ele. Obcecado pela origem de sua família, o rapaz foi à Ucrânia tentar descobrir o paradeiro daquela mulher. Ele não tinha informação alguma para lhe servir de guia, sabia apenas que seu avô era de Trachimbrod, uma pequena aldeia judaica. Fora isso, ele contava com uma fotografia antiga que supostamente mostrava Augustine e seus parentes.
A idéia de Safran Foer era voltar da Ucrânia e escrever um livro de não-ficção sobre seu avô. Entretanto, a viagem não lhe rendeu as respostas que ele desejava. Augustine continuou sendo um enigma do passado. Seu projeto, portanto, implodiu. Foi quando ele teve a idéia de misturar ficção e realidade num único livro, preenchendo as lacunas de sua viagem e da história de sua família com fatos inventados.
Editora: Penguin Books            ISBN: 0141008253

Ano: 2003                               Páginas: 288


Resenha baseada no livro em inglês!

Tudo se ilumina do autor Jonathan Safran Foer conta a história de um jovem escritor de mesmo nome que viaja para a Ucrânia a procura de uma vila chamada Tranchimbrod com somente uma fotografia em busca de Augustine. Jonathan nascido em uma família judaica passou toda sua infância escutando as histórias de seu avô contadas por sua avó, que de acordo com ela, todos da família morreram menos ele, que foi salvo por Augustine. Junto com Jonathan viajam também um tradutor muito confuso, Alexander, um motorista experiente, o avô de Alex, e uma cachorrinha muito animada que logo simpatiza com Jonathan apesar de ele não gostar de cachorros. 
 Além de encontrar a Augustine e conhecer a história de sua família Jonathan também planeja escrever um livro baseado nesta viagem, que não dá muito certo desde o início e por isso o autor começa a colocar um pouco de ficção no meio. 

" Nenhuma palavra com ódio foi dita e nenhuma mão foi levantada. Mais que isso, nenhuma palavra raivosa foi dita e nada foi negado. Mais que isso, nenhuma palavra sem amor foi dita e tudo foi sustentado como pequenas partes de comprovação de isso poderia ser assim, isto não tem que ser assim; se não há amor no mundo, nós criaremos um novo mundo e nós construiremos paredes pesadas decoradas com interiores macios e vermelhos, e dar um batente que resona como um diamante caindo em um feltro de joalheiro para nunca escutarmos. Me ame, porque amor não existe, e eu já provei tudo que existe. "

 O livro é construído sobre três narrativas totalmente diferentes. A primeira acompanhamos a história narrada acima, a viagem á Ucrânia de Jonathan. Na segunda narrativa são trechos do livro de não-ficção que conta a história de Trachimbrod desde seu surgimento até sua passagem lá e a terceira narrativa são cartas entre o autor e o Alexander em que ele dá opinião sobre o livro e relembra seus momentos durante a viagem. 
 O autor escreve estas três narrativas de uma maneira tão diferente que parece que cada uma foi escrita por um autor diferente, porém a maneira que elas foram organizadas me confundiram um pouco. O livro tem muitos personagens e quando mudamos de narrativa é muito fácil esquecermos o que estava acontecendo com um ou outro personagem e isso foi o que mais me confundiu. 

" É verdade, eu tenho medo de morrer. Eu tenho medo do mundo continuar se movendo sem mim, da minha ausência não ser notada, ou pior, ser algo natural da vida. Isto é egoísta? Eu sou alguém ruim por querer que o mundo acabe junto comigo? Não digo que o mundo deva acabar por respeito a mim, mas que todo par de olhos feche junto com o meu. "

 A escrita de Foer é muito boa e o livro tem tanto senso de humor e cenas emocionantes que amenizou o assunto tão triste que ele trata, o holocausto, que só é sentido no fim do livro. Outro traço interessante da escrita neste livro foi como o autor mostrou os erros de tradução de Alex escrevendo-os e por vezes riscando a palavra incorreta e colocando a certa ao lado. Alex, para mim é o personagem mais engraçado do livro, ele além de traduzir tudo de maneira hilária, ele tenta consertar as opiniões provocativas de seu avô mau humorado e controlar o cachorro, que também cria situações muito agradáveis. O choque cultural do autor com o tradutor e seu avô dá um toque bem interessante ao livro, apesar de não ter destaque. 
 O livro não é maravilhoso como todo mundo diz, mas é muito legal. Tentarei ler  as narrativas completar , a primeira toda, então a segunda toda, para tentar entender melhor e conto para vocês.

Beijooos!
AMY XO 

Resenha Todo dia - David Levithan



Oláaa!! Vamos conhecer o livro "todo dia", que vem fazendo o maior sucesso desde seu lançamento. 

Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.


Título Original; Everyday 
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501099518
Ano: 2013
Páginas: 280









Todo dia conta a história de A, um "espírito" de 16 anos que todo dia amanhece em um corpo diferente. O livro é constituído por uma história e um personagem diferente por capítulo, representando cada dia de vida de A. Um dia A acorda no corpo de Justin e conhece à Rhiannon, namorada dele, pela qual A se apaixona. Rhiannon é o que costura cada capítulo e faz com que cada história contada por A não seja totalmente distinta da outra.

  Após A passar um dia no corpo de Nathan, o menino começa a persegui-lo para descobrir a verdade, e juntamente com Rhiannon, as duas situações  são o fio condutor da história para chegar ao final, gerar as dúvidas e fazer da vida de A naquele período algo extremamente incomum do que ele vivera até aquele ponto. 

"Nunca vou me definir sob os mesmos critérios das outras pessoas. Nunca vou sentir pressão dos amigos ou o fardo das expectativas dos pais. Posso considerar todo mundo parte de um todo, e me concentrar no todo, não nas partes. Aprendi a observar, muito melhor  do que a maioria das pessoas faz." Pág.: 12

 Todo dia trata de vários assuntos muito presentes no dia a dia de todos nós, como depressão, conceitos de beleza e homossexualidade, em um capítulo com personagens que tem medo do que os outros pensarão e em outro onde a personagem é muito segura de sua própria existência. David Levithan trata destes assuntos com muita sensibilidade e com um objetivo de conscientização muito claro. Para alguns, o livro é  um pouco certinho de mais, porém, partindo do principio de que é um livro infanto-juvenil, é comum que problemas não sejam abordados do seu lado mais negativo e que o personagem não possua tanta negativa também.

" É somente nos pontos mais delicados que fica complicado e controverso a incapacidade de perceber que , não importa qual seja nossa religião, sexo, raça ou localização geográfica, todos nós temos cerca de 98% em comum com todos os outros. [...] Por uma razão qualquer, nós nos concentramos nos dois por cento da diferença, e a maior parte dos conflitos que acontece no mundo é consequência disto.uuh
 O único modo pelo qual consigo passar pela vida é por causa dos 98% que todas as vidas tem em comum. " Pág.: 70  

  Cada personagem foi construído com muita profundidade apesar de terem curtas participações, e nós vamos conhecendo muito melhor a própria Rhiannon, que mostrou muita maturidade em relação a A e fragilidade em relação a Justin, o que pode causar grande identificação nas leitoras de idade aproximada que passam pela mesma situação, que sabemos, não é algo raro. No entanto, senti muitas vezes que não conhecia a verdadeira personagem por ela ser vista por A quase o tempo todo. 
Confesso que o final não foi o que eu esperava, mas ele trouxe mais uma lição como veio acontecendo em todo livro e o fim foi do jeito que tinha que ser. Esperava descobrir, também, porque A mudava de corpos desse jeito, mas não me fez falta essa explicação porque o objetivo do livro não era esse. 

" É isso que o amor faz: que você queira reescrever o mundo. Que você queira escolher os personagens, construir o cenário, dirigir o roteiro. A pessoa que você ama senta de frente para você,e você quer fazer tudo que estiver ao alcance para tornar isto possível, infinitamente possível. E quando são apenas vocês dois numa sala, você pode fingir que é assim que as coisas são, que é assim que serão. Pág.: 151"

 A escrita de David Levithan foi muito gostosa e deu ritmo a leitura. O tamanho do livro também não deixou a desejar, que apesar de ser um assunto delicado de se tratar, um assunto que exige explicações, as 270 páginas foram o suficiente para capítulos sem tirar nem pôr. A vantagem das várias historias de Todo dia é que  vai ter sempre uma com a qual você se identifica, a história sobre a menina depressiva por exemplo me tocou de vários modos, para mim esta é uma das mais profundas do livro juntamente com as últimas páginas, que me provocou algumas lágrimas em vários momentos.  

" Eu sempre fico impressionado com as pessoas que sabem que algo está errado mas ainda insistem em ignorar, como se isso, de alguma forma, fizesse que os problemas desaparecessem. Elas se poupam do confronto, mas terminam ressentidas de qualquer maneira. " Pág.: 106 

 Achei o livro tão bom, principalmente nos dois pontos altos, para mim, que se tornou um dos melhores livros do primeiro semestre deste ano e recomendo para todos vocês, como presente, para leitura, acho difícil alguém não gostar de nada neste livro, mesmo que goste menos, vai gostar. 

Beijos!!!!
Até a próxima queridos. ;D

Resenha Édipo Rei - Sófocles.

Olá gente !!

Estou tentando voltar, quem faz faculdade sabe a loucura que é. Por isso também que não tive tempo de ler livros " comuns", mas tenho lido muitos livros clássicos e acadêmicos.
 Para não deixá-los sem postagem, o que já aconteceu mas ok, hoje resenharei Édipo Rei, de Sófocles, uma das maiores tragédias escritas até hoje.


Édipo Rei


Minha edição não é LPM! 
Edição: 1
Editora: Perspectiva
ISBN: 9788527302630
Ano: 2001
Páginas: 185
Tradutor: Trajano Vieira
















Édipo Rei conta a história, de Édipo, menino que supostamente não tem sangue real e assumiu o trono de Tebas junto com sua esposa Jocasta. Édipo possui uma profecia que o amedronta, matará o pai e dormirá com a sua mãe.
 Um dia a morte do rei Laio é anunciada e chamada de miasma da cidade de Tebas, começa-se então um inquérito para descobrir quem foi o assassino que causou tamanha desgraça para a cidade.
  Desde o início já fica muito claro que quem matou Laio foi Édipo, ( isto não é spoiler! haha)  porém ele não admite e acusa Tirésias, o adivinho, de tal assassinato. Esta característica é muito marcante em todo o enredo, a fuga do destino, o desrespeito da vontade dos deuses por sentir-se superior, devido tamanha arrogância de Édipo tudo começa a piorar para ele. 
 O enredo de Édipo rei também possui grande presença da cultura grega da época, com algumas expressões em grego ( calme, não será problemas), o livro apresenta a todo tempo opostos, com Jocasta controlando Édipo e ele querendo seguir, Édipo reconstruindo as cenas do assassinato. Todas as informações são dadas gradualmente até um ápice onde Édipo é revelado para seu terrível destino. 
 Não comentarei sobre a escrita afinal é Sófocles, não tenho o que comentar. A escrita é bem mais simples que de outras tragédias, mas no inicio pode ser um pouco complicada até adaptar-se, quanto mais quando não se tem costume de ler literatura clássica, como eu. Depois que se pega o ritmo e se envolve com a história. você não vai mais querer largar, ainda que tudo esteja esclarecido no inicio, o desejo de descobrir qual o destino de Édipo e como o inquérito se seguirá é muito grande, além dos personagens polêmicos que do nada jogam tudo na cara dele . 
 Este foi provavelmente o melhor livro do semestre até agora e recomendo. 

 Estou fazendo um pequeno trabalho sobre Édipo, vou postá-lo aqui se lhes interessarem. Tentarei postar pelo menos um resumo para ajudar na escola ou aos interessados no assunto.

 Já tem um vídeo de " O oceano no fim do caminho" pronto, porém ainda preciso editá-lo por isso não sei quando postarei. 


BEIJOOOS!

AMY XO ( I'm back... almost)

Resenha Quem é você Alasca? - John Green.

Oláa!

Quem é Você, Alasca?

Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".



Editora: WMF Martins Fontes
ISBN: 9788578273422
Ano: 2010
Páginas: 229
Tradutor: Rodrigo Neves


Nível de Spoiler:



Sem dúvidas eu  e Amy temos um "fraco" por John Green. Claro, não lemos todos os livros que escreveu, entretanto o pouco que li foi suficiente para me encher os olhos, ele é um bom escritor e inovou, de certa forma, o romance contemporâneo. Em que é você, Alasca?, John , quebra a forma clássica do romance com mocinha, mocinha, tragédias e vilões. 
Inevitavelmente sou muito ligada à área de humanas e nesse livro, as frustrações  se transformaram em pensamentos cheios de teorias da filosofia.

" Se ao menos conseguíssemos enxergar a infinita cadeia de consequências que resulta de nossas pequenas decisões.Mas só percebemos tarde demais,quando perceber é inútil." Pag 224.


Miles Halter, adolescente de caráter simples,calmo, tímido e pensativo,tem uma vida monótona,com os pais na Flórida,sem amigos e sem se interessar em fazer amizade (o que acho menos provável),ou faz parecer não sentir falta da amigos. Ele decide ir estudar no antigo internato,onde seus pais estudavam, a conceituada Culver Creek, no Alabama. O colégio interno parecia um lugar normal, mas, inesperadamente Miles conhece pessoas muito diferentes,inclusive Alasca Young, uma linda garota  intrigante, muito inteligente e, de certa forma, revoltada. No livro existe um conceito que simplesmente adoro: " Não objetifique o corpo da mulher!". Todos tem um importante papel na história de Miles, conhecido também como Gordo, desde Águia, o inspetor, os guerreiros de fim de semana, até o "moléstio"professor de religião Sr. Hyde
 E então você irá em busca do grande Talvez? O grande mistério do livro.  Acredite as agitações de Culver Creek,são muito interessantes!

" Suas últimas palavras foram: 'Saio em busca de um Grande Talvez '.É por isso que estou indo embora para não ter que esperar a morte para procurar o Grande talvez." pag.5

Por: Jana 

Resenha A cor que caiu do espaço - H. P Lovecraft

Oláaaa!
 Como está o feriadão de vocês???

A Cor que Caiu do EspaçoA cor que caiu do espaço (1927) marca o primeiro passo decisivo de Lovecraft em direção ao horror cósmico inspirado pela ficção científica. Na história, um vilarejo a oeste de Arkham vê-se ameaçado quando um meteoro cai na propriedade de um fazendeiro local e traz consigo uma estranha aberração cromática que afeta a flora e a fauna da região --- e cria o cinzento e estéril “descampado maldito” onde nada cresce. O volume traz ainda em apêndice os textos “Notas sobre uma não entidade” (1933), o mais longo relato autobiográfico escrito por Lovecraft, “A confissão de um cético” (1922), breve ensaio em que o autor traça a evolução dos próprios interesses religiosos, científicos e filosóficos ao longo da vida, e “Notas sobre ficção interplanetária” (1934), artigo em que defende as possibilidades artísticas da ficção científica e ataca os clichês deste gênero.

Edição: 1    Editora: Hedra
ISBN: 9788577152438   Ano: 2012
Páginas: 102
Tradutor: Guilherme da Silva Braga



A cor que caiu do espaço acompanha um narrador enviado para cidade Arkham para conhecer um pouco melhor o incidente que ocorreu lá, no chamado descampado maldido, na fazendo de Ammi. Passamos toda a história escutando os acontecimentos causados pela cor que caiu do espaço, que não tinha características padronizadas e nem parecia com nenhum elemento conhecido. 
 Após um tempo a cor poluiu poços, enlouqueceu quem convivia com ela e matava animais. 

 H.P Lovecraft criou um conto sem início, meio e fim, e se você espera isso, se decepcionará, mas muito bem escrito e organizado. 
A idéia da cor que ninguém conhece e prejudica a todos conseguiu me levar ao medo, chegou um ponto em que não queria largar o livro. 

 Não tem como falar muito sobre este livro, tudo nele é um spoiler, afinal A cor que caiu do espaço narra acontecimentos e eles são o bom do livro. 

 Se você gosta de um terror/ficção científica bem escrito e inteligente, você deve ler a cor que caiu do espaço.

Beijooos! Amy Xo


Resenha Memórias de minhas putas tristes - Gabriel Gárcia Márquez.

Oláa!

Quanto tempo gente!

Hoje a resenha será sobre o livro de um autor que venho querendo conhecer faz um tempão. Encontrei a versão digital deste livro muito barata e o livro é tão curtinho que decidi conhecer Gabriel Gárcia Márquez por suas memórias de putas tristes.

Memória de minhas putas tristes"No ano que completei noventa anos, quis presentear-me com uma noite de amor louco com uma adolescente virgem". E é assim, sem rodeios, que Gabriel García Márquez nos apresenta a história deste velho jornalista que escolhe a luxúria para provar a si mesmo, e ao mundo, que está vivo. Primeira obra de ficção do autor colombiano em dez anos, "Memória de Minhas Putas Tristes" desfia as lembranças de vida desse inesquecível e solitário personagem em mais um vigoroso livro de Gabriel García Márquez. O leitor irá acompanhar as aventuras sexuais deste senhor, narrador dessas memórias, que vai viver cerca de "cem anos de solidão" embotado e embrutecido, escrevendo crônicas e resenhas maçantes para um jornal provinciano, dando aulas de gramática para alunos tão sem horizontes quanto ele, e, acima de tudo, perambulando de bordel em bordel, dormindo com mulheres descartáveis, até chegar, enfim, a esta inesperada e surpreendente história de amor. Escolhido o presente, ele segue para o prostíbulo de uma pitoresca cidade e ao ver a jovem de costas, completamente nua, sua vida muda imediatamente. Quando acorda ao lado da ainda pura ninfeta Delgadina, o personagem ganha a humanidade que lhe faltou enquanto fugia do amor como se tivesse atrás de si um dos generais que se revezaram no poder da mítica Colômbia de Gabriel García Márquez. Agora que a conheceu, ele se vê à beira da morte. Mas não pela idade, e sim por amor. Para uns, "Memória de Minhas Putas Tristes" trata-se de uma reflexão romanceada sobre o amor na terceira idade. Para outros, é um hino de louvor à vida e, por extensão, ao amor, já que um não existe sem o outro no imaginário do Prêmio Nobel de Literatura de 1982. Sempre sublime, Gabriel García Márquez presenteia-nos com esta jóia narrativa repleta de sabedoria, memória e bom humor, que confere ainda mais brilho à sua genialidade literária. 

Edição: 21     Editora: Record
ISBN: 9788501072658   Ano: 2009
Páginas: 127       Tradutor: Eric Nepomuceno


Memórias de minhas Putas tristes conta a história de um senhor  decide comemorar seu aniversário de noventa anos em uma noite de amor com uma adolescente virgem. Este idoso sempre viveu em bordéis, com centenas de mulheres e nunca se importou com amor, além de ser professor de gramática. 
 Naquela noite, ao chegar no prostíbulo, ele se depara com a pobre Delgadina completamente nua, ele tem um ato de humanidade que nunca lhe aconteceu, não tem coragem de tocá-la.
 O velho se apaixona por Delgadina e agora que está louco por ela, a menina sumiu e ele passa todo o livro a procurando. 

" Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza. "
 O nome do livro inicialmente dá uma idéia de um "cinquenta tons de cinza" colombiano e confesso que quando comecei o livro fiquei com o pé atrás por isso, mas li. 

"Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado  e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minha cóleras reprimidas, que sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio".
 Logo no início do livro o velho começa a narrar suas aventuras amorosas e o livro já demonstra a melancolia marcante de Gabriel Gárcia Márquez e quando ele conhece Delgadina o charme do livro fica ainda mais forte. Gárcia Márquez mostra que nunca é tarde para amar, e como todos procuram um amor. 
Claro que em umas partes ficava meio lenta a narrativa, mas considerando que era uma história meio melancólica, a lentidão é comum. 

" È impossível não acabar sendo do jeito que os outros acreditam que você é. "

 No melhor estilo Gabriel Gárcia Márquez velhice e melancolia, memórias de minhas putas tristes conta como foram os quase " cem anos de solidão" com um toque cômico e romântico. 

"Ele e somente ele, o amor, nos faz humanos, como desde tempos imemoriais, a arte vem tentando provar. Seja nos boleros mais sentimentais, que ressoam nas paixões evocadas pelos grandes mestres da ficção, ou em obas-primas como esta. "

Altamente indicado, você não vai perder seu tempo. 



BEIJOOOS!
AMY XO.

Resenha especial - Will Grayson, Will Grayson - John Green e David Levithan.

Olá gente!

A resenha de hoje é de Will Grayson! 
Vamos dar uma olhada na parte gráfica do livro original e falar um pouco sobre a história. 


BEIJOOS!
amyxo

Resenha As vantagens de ser invisível - Stephen Chbosky

Olá!!!

 Tudo bem com vocês?
 A resenha de hoje será sobre um livro que rejeitei por muito tempo, li e me surpreendeu. Com uma grande diferença do filme, apesar de ter achado uma boa versão do mesmo, vamos conhecer As vantagens de ser invisível.



Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, As vantagens de ser invisível reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.

As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir “infinito” ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.

Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.


Edição: 1                     
Editora: Pocket Books
ISBN: 9781847394071
Ano: 2009
Páginas: 232



Nível de Spoiler:

Em " As vantagens de ser invisível acompanhamos a trajetória de Charlie em uma nova escola. Charlie é um menino com alguns problemas psicológicos,após ter perdido seu melhor amigo e a tia, única pessoa em quem confiava. No primeiro ano do ensino médio, ele não sabe como vai ser, mas conhece Sam e Patrick, que se tornam grandes amigos de Charlie logo no início. 
Sam é uma menina encantadora, inteligente, educada e muito extrovertida e Charlie se apaixona pra ela, no entanto logo no início ela avisa que não quer que ele a veja assim. Patrick, meio irmão de Charlie, é gay e desabafa seus problemas com Charlie, além de ajudá-lo a se animar. 
 Também conhecemos a irmã de Charlie, que apesar de ser muito esperta, sai com um cara que bate nela e isto incomoda muito Charlie. 

A chave da história e de todos os problemas, para mim, foi a Tia Helen, que Charlie sente uma falta enorme e se culpa pela sua morte, mesmo ele sendo uma criança na época. Após o acidente de carro da tia, ele cai em enorme depressão e é internado em vários hospitais psiquiátricos. Charlie tem tendências suicidas, porém, após conhecer Sam e Patrick tudo começa a mudar bastante. Ele ainda usa uma quantidade enorme de drogas, fato que não fica tão evidente no filme, mas está feliz e se cuidando. 
 No livro coisas comuns da adolescência de um jovem que sofreu, o que Charlie sofreu na infância, são retratadas através da visão do personagem. A visão de relacionamentos, sexualidade, drogas, festas, bebidas e outras coisas, são bem próximas a realidade e você vai se identificar com um ponto dele ou todos. 
 Achei Patrick um personagem muito interessante, apesar de pouco citado por Charlie, e não gostei tanto da Sam, apesar de muito citada por Charlie. 

A escrita em forma de carta é muito interessante e diferente, parece que o Charlie está mandando as cartas para você, principalmente porque não diz para quem ele enviou. O ritmo da história não foi perdido ou situações não foram quebradas por esse formato. 

Claro, que a história não é tão maravilhosa quanto me disseram, mas vale muito apena ler. As vantagens de ser invisível é mais um sick-lit, mas escrita de Stephen é boa, gostosa e divertida, dá até para aprender um pouco sobre a realidade e a cabeça de quem sofre tal trauma durante a vida, é como se estivéssemos na cabeça de Charlie. 

Boa escrita de maneira diferente, personagens legais e um tema que está em alta bem desenvolvido, levaram The perks of being a wallflower para :

Amy! 
BJOOOS



Resenha Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

Oláaa gente!

Li Memórias Póstumas novamente e minha experiência foi bem diferente da primeira.

É após a morte que Brás Cubas decide narrar suas memórias. Nesta condição, nada pode suavizar seu ponto de vista irônico e mordaz sobre uma sociedade em que as instituições se baseiam na hipocrisia. O casamento, o adultério, os comportamentos individuais e sociais não escapam à sua visão aguda e implacável, nesta obra fundamental de Machado de Assis. 

Edição: 1
Editora: L&PM
ISBN: 9788525406873
Ano: 2010
Páginas: 256










Não há spoilers!

Memórias Póstumas de Brás Cubas, começa com Brás Cubas morto e após a sua morte ele começa a refletir sobre sua vida. Este livro não tem exatamente uma história, são várias situações da vida de Brás Cubas, mas observei que um evento muito valorizado foi tudo que aconteceu a partir do momento em que Brás Cubas aceita viajar com um amigo para assuntos políticos e seus momentos com Virgília. 
 Não tenho muito o que falar sobre este livro. Na primeira vez que o li, achei bem tedioso, porém, desta vez consegui dar algumas risadas e me emocionar com a mãe de Brás Cubas.
 Cubas foi um cara sem muita sorte na vida que não casou-se com quem amava, não conseguiu fazer seu plasto ficar famoso, nada disso, porém foi amado e teve boas chances de crescer. 

 Memórias Póstumas de Brás Cubas é um livro com importante papel na literatura brasileira e escrito com grande genialidade, só por esses motivos você já deveria lê-lo, mas este também é um livro divertido, irônico e bem diferente, me senti conversando com o Cubas. 
 Gostei mesmo deste livro e outros livros do Machado já estão na minha lista, fico feliz por ter dado uma segunda chance em um momento mais favorável. 

Beijoos!
AMY XO

Resenha Lolita - Vladmir Nabokov

Oláaa gente!

Hoje vim fazer a resenha de um livro que baseou um filme que adoro, conheçam Lolita.


Irreverente e refinado, este é um dos romances mais célebres de todos os tempos. É também uma aventura intelectual que não deixa ninguém indiferente, um relato apaixonado de uma sensualidade alucinada, uma autópsia implacável do modo de vida americano. De um lado, um homem de meia-idade, obsessivo e cínico. De outro, uma garota de doze anos, perversamente ingênua. A química se faz e dá origem a uma obra-prima da literatura do nosso século. 'Lolita' é chocante, desafia tabus, escandaliza. O livro foi incorporado ao imaginário coletivo da modernidade, e até o nome da personagem tornou-se um substantivo corrente, provas do alcance e da genialidade do autor

Edição: 1
Editora: Alfaguara
ISBN: 9788579620560
Ano: 2011
Páginas: 391
Tradutor: Sergio Flaksman







Nível de Spoiler:

(Spoilers muito discretos e necessários para continuidade da resenha.)





Lolita conta a história do professor de literatura Humbert Humbert que se por acidente hospeda-se na casa de uma senhora, mãe de uma menina muito atrevida. Humbert Humbert se apaixona por Dolores, que não facilita as suas tentativas de afastar-se. 

Antes de começar a ler Lolita saiba que o livro é visto pela visão de Humbert.
 No filme eu até gostei do Humbert, mas no livro descobrimos que Humbert não é um cara que se apaixonou por uma menina, ele tem essa tendência e já ficou com muitas outras " Ninfetas", como ele chama. Percebemos, até , um tom meio doentio, com suas descrições meticulosas de como uma ninfeta deveria agir, as estratégias de conquistá-la e tocá-la sem ser abusivo demais e chamar atenção, chegando ao ponto de dar remédios de sono para Lolita e sua mãe. Descobrimos, também, a possível fonte de toda essa obsessão por meninas de 12 - 14 anos, o seu único amor, na infância, que sumiu e um casamento fracassado.

Por outro lado podemos observar que Lolita também não é tão inocente, com suas roupas curtas, piscadas e provocações de várias maneira, a sexualidade de Lolita é muito viva para sua idade e isso piora toda a situação para Humbert. Mas, os comportamentos de Lolita me deixaram dúvida, por ser a visão de Humbert, ele pode ter aumentado tudo, no entanto os depoimentos da mãe de Lolita confirmam o que ele diz.

 O livro é dividido em duas partes e a partir da segunda parte ( se prestei atenção) Humbert parece estar em um julgamento de seus crimes. Se você espera de Lolita cenas eróticas ou qualquer coisa do tipo, como muita gente pensa, pode ir esquecendo! Lolita tem sim, partes do relacionamento dos dois, porém são muito poucas, até porque assim que o relacionamento realmente começou Lolita se tornou uma " diabinha" e infernizava muito Humbert.
 A narrativa ás vezes era lenta, mas acho que tais trechos exigiam isto. A mãe de Lolita é uma chata e o Humbert, ainda doentio, nos leva a entender um pouquinho o lado dele. O final é meio triste por um lado e meio esperado por outro. Imagino o efeito que este livro fez na época que foi lançado, o assunto é realmente muito polêmico.
 Gostei bastante da história, apesar de o início e algumas partes da primeira parte serem um pouco tediosas. Adoro a perspicácia de Lolita, ainda que errada, e adorei a forma como o autor desenvolveu a história, no início controlador,Humbert se torna o controlado de Lolita, quando tudo começa a dar errado. Por esses motivos, Lolita ganha:

Beijooos!
 AMY XO