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A obra de ... Cecilia Meireles



Todo mundo com certeza já ouviu falar em Cecília Meireles, seja na escola , seja no Facebook. Vamos conhecer um pouquinho mais desta grande Poetisa; 
Cecília Benevides de Carvalho Meireles (Rio de Janeiro, 7 de novembro de 1901 — Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1964) foi uma poetisa, pintora, professora e jornalista brasileira . É considerada uma das vozes líricas mais importantes das literaturas delíngua portuguesa.
Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, em 7 de novembro de 1901, filha dos açorianos Carlos Alberto de Carvalho Meireles, um funcionário de banco e Matilde Benevides Meireles, uma professora. Cecília Meireles foi filha órfã criada por sua avó açoriana, D. Jacinta Garcia Benevides, natural da ilha de São Miguel. Aos nove anos, ela começou a escrever poesia. Frequentou a Escola Normal no Rio de Janeiro, entre os anos de 1913 e 1916 e estudou línguas, literatura, música,folclore e teoria educacional.
Em 1919, aos dezoito anos de idade, Cecília Meireles publicou seu primeiro livro de poesias, Espectros, um conjunto de sonetos simbolistas. Embora vivesse sob a influência do Modernismo, apresentava ainda, em sua obra, heranças do Simbolismo e técnicas O Classicismo, Gongorismo, Romantismo, Parnasianismo, Realismo eSurrealismo, razão pela qual a sua poesia é considerada atemporal.
No ano de 1922 casou com o artista plástico português Fernando Correia Dias, com quem teve três filhas. Seu marido, que sofria de depressão aguda, suicidou-se em 1935. Voltou a se casar, no ano de 1940, quando se uniu ao professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo, falecido em 1972. Dentre as três filhas que teve, a mais conhecida é Maria Fernanda que se tornou atriz.
Teve ainda importante atuação como jornalista, com publicações diárias sobre problemas na educação, área à qual se manteve ligada, tendo fundado, em 1934, a primeirabiblioteca infantil do Brasil. Observa-se ainda seu amplo reconhecimento na poesia infantil com textos como Leilão de Jardim, O Cavalinho Branco, Colar de Carolina, O mosquito escreve, Sonhos da menina, O menino azul e A pombinha da mata, entre outros. Com eles traz para a poesia infantil a musicalidade característica de sua poesia, explorando versos regulares, a combinação de diferentes metros, o verso livre, a aliteração, a assonância e a rima. Os poemas infantis não ficam restritos à leitura infantil, permitindo diferentes níveis de leitura.
Em 1923, publicou Nunca Mais… e Poema dos Poemas, e, em 1925, Baladas Para El-Rei. Após longo período, em 1939, publicouViagem, livro com o qual ganhou o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras.Católica, escreveu textos em homenagem a santos, como Pequeno Oratório de Santa Clara, de 1955; O Romance de Santa Cecília e outros.
Em 1951 viajou pela Europa, Índia e Goa, e visitou pela primeira e única vez os Açores, onde na ilha de São Miguel contatou o poetaArmando César Côrtes-Rodrigues, amigo e correspondente desde a década de 1940.

Obras

  • Espectros, 1919
  • Criança, meu amor, 1923
  • Nunca mais, 1923
  • Poema dos Poemas, 1923
  • Baladas para El-Rei, 1925
  • Saudação à menina de Portugal, 1930
  • Batuque, samba e Macumba, 1933
  • O Espírito Vitorioso, 1935
  • A Festa das Letras, 1937
  • Viagem, 1939
  • Vaga Música, 1942
  • Poetas Novos de Portugal, 1944
  • Mar Absoluto, 1945
  • Rute e Alberto, 1945
  • Rui — Pequena História de uma Grande Vida, 1948
  • Retrato Natural, 1949
  • Problemas de Literatura Infantil, 1950
  • Amor em Leonoreta, 1952
  • Doze Noturnos de Holanda e o Aeronauta, 1952
  • Romanceiro da Inconfidência, 1953
  • Poemas Escritos na Índia, 1953
  • Batuque, 1953
  • Pequeno Oratório de Santa Clara, 1955
  • Pistoia, Cemitério Militar Brasileiro, 1955
  • Panorama Folclórico de Açores, 1955
  • Canções, 1956
  • Giroflê, Giroflá, 1956
  • Romance de Santa Cecília, 1957
  • A Bíblia na Literatura Brasileira, 1957
  • A Rosa, 1957
  • Obra Poética,1958
  • Metal Rosicler, 1960
  • Poemas de Israel, 1963
  • Antologia Poética, 1963
  • Solombra, 1963
  • Ou isto ou Aquilo, 1964
  • Escolha o Seu Sonho, 1964
  • Crônica Trovada da Cidade de San Sebastian do Rio de Janeiro, 1965
  • O Menino Atrasado, 1966
  • Poésie (versão francesa), 1967
  • Antologia Poética, 1968
  • Poemas Italianos, 1968
  • Poesias (Ou isto ou aquilo& inéditos), 1969
  • Flor de Poemas, 1972
  • Poesias Completas, 1973
  • Elegias, 1974
  • Flores e Canções, 1979
  • Poesia Completa, 1994
  • Obra em Prosa - 6 Volumes - Rio de Janeiro, 1998
  • Canção da Tarde no Campo, 2001
  • Poesia Completa, edição do centenário, 2001, 2 vols. (Org.: Antonio Carlos Secchin. Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
  • Crônicas de educação, 2001, 5 vols. (Org.: Leodegário A. de Azevedo Filho. Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
  • Episódio Humano, 2007
  • Uma obra bastante particular e pouco conhecida de Cecília Meireles é o infanto-juvenil Olhinhos de Gato. Baseado na vida de Cecília, conta sua infância depois que perdeu sua mãe Matilde Benevides Meireles e como foi criada por sua avó D. Jacinta Garcia Benevides (Boquinha de Doce, no livro)

A obra de Markus Zusak

Olaááá gente!

Com o lançamento do filme " A menina que roubava livros" este livro voltou ao auge, junto com o autor. Vamos conhecer um pouco de Markus Zusak.
 

Zusak nasceu em Sydney, Austrália. Sua mãe, Lisa, é Alemã, e seu pai, Helmut, é Austríaco. Eles se mudaram para a Austrália no final de 1950. Markus  é o mais novo de 4 irmãos, duas meninas e um menino.
Zusak é o autor de cinco livros. The Underdog  (não publicado em português), seu primeiro livro, levou sete anos para ser publicado. O mensageiro , publicado em 2002, venceu o prêmio de livro do ano no CBC (prêmio australiano de livros). Em 2005, A menina que roubava livros foi lançado e, atualmente, já foi traduzido em mais de 30 idiomas. Também recebeu prêmios na Austrália e pelo mundo. A menina que roubava livros se manteve em primeiro lugar de vendas no site da Amazon.com , na lista dos mais vendidos do The New York Times, e também em países como o Brasil, Irlanda e Taiwan. Ficou entre os 5 mais vendidos no Reino Unido (UK), Israel,Espanha e Coreia do Sul. Outros países ainda esperam por seu lançamento. O Livro está sendo adaptado para o cinema, com estréia prevista para 2014 .
Aos 30 anos, Zusak já se firmou como um dos mais inovadores e poéticos romancistas dos dias de hoje. Com a publicação de "A Menina que Roubava Livros", ele foi batizado como um "fenômeno literário" por críticos australianos e norte-americanos. Zusak é o autor vencedor do prêmio de quatro livros para jovens: "The Underdog (não traduzido para o portugues)", "Bom de Briga", "A Garota que eu quero", e "Eu Sou o Mensageiro", receptor de um Printz Honor em 2006 por excelência em literatura jovem. Markus Zusak vive em Sydney com sua esposa e sua filha. Gosta de surfar e assistir filmes em seu tempo livre.

Obras 

  • The Underdog (1999) - O Azarão
  • Fighting Ruben Wolf (2000) - Bom de Briga
  • When Dogs Cry (2001) - A Garota Que Eu Quero
  • The Messenger (2002) - Eu Sou o Mensageiro
  • The Book Thief (2005) - A Menina que Roubava Livros
  • Bridge of Clay - A Ponte de Clay, ainda não publicado.

Obrigada gente, até a próxima . 
Beijoooos!


A obra de... J. R . R. Tolkien

Olá genteee!

 Em semana de lançamento de O Hobbit, vamos conhecer um pouco mais sobre o gênio adorado Tolkien.

Sir John Ronald Reuel Tolkien, nasceu em Bloemfontein, Estado Livre de Orange em 3 de Janeiro de 1892 e morreu em Bournemouth, Inglaterra, em 2 de Setembro de 1973 foi um premiado escritor,professor universitário e filólogo britânico, nascido na África, que recebeu o título de doutor em Letras e Filologia pela Universidade de Liège e Dublin, em 1954. Em 28 de março de 1972 Tolkien foi nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II
  Desde pequeno fascinado pela linguística, fez a licenciatura na faculdade de Letras em Exeter. Participou ativamente da Primeira Guerra Mundial, onde começou a escrever os primeiros rascunhos do que se tornaria o seu "mundo secundário", complexo e cheio de vida, denominado Arda, palco das suas mundialmente famosas obras como “O Hobbit”, “O Senhor dos Anéis” e “O Silmarillion”, esta última, sua maior paixão, postumamente publicada, que é considerada a sua principal obra, embora não a mais famosa.
Tornou-se filólogo e professor universitário, tendo sido professor de anglo-saxão (e considerado um dos maiores especialistas do assunto) na Universidade de Oxford de 1925 a 1945, e de inglês e literatura inglesa na mesma universidade de 1945 a 1959. Devido à grande popularidade do seu trabalho, Tolkien ficou conhecido como o "pai da moderna literatura fantástica".
Católico convicto, Tolkien foi amigo íntimo de C.S. Lewis, autor de “As Crônicas de Nárnia”, ambos membros do grupo de literatura The Inklings. Juntos planejaram, na década de 1940, escrever um livro sobre a língua, que seria publicado na década seguinte. O livro, que se chamaria "Linguagem e Natureza Humana", no entanto, nunca chegou a ser publicado.

A vida na sua obra. 

A infância de Tolkien teve duas realidades distintas: a vida rural em Sarehole, ao sul de Birmingham, lugar que inspirou o famoso Condado, e o período urbano, na escura Birmingham, onde iniciou os seus estudos.  Ainda criança, mudou-se para King's Heat, numa casa próxima de uma linha de trem. Foi aí que ele começou a desenvolver uma imaginação linguística, motivada pelos estranhos nomes das estações do percurso, tais como Nantyglo, Perhiwceiber e Seghenydd. Sua infância foi muito marcada pelos contos de fadas, que estimularam sua imaginação para o Faërie, o Belo Reino, como ele se referia ao mundo dos seres fantásticos.
Em 1900, a sua mãe abraçou a religião católica, fato que o influenciou profundamente, mesmo sem a menção direta de Deus na sua obra (Tolkien representa Deus por Eru, o qual cria todo o Universo e os seres que lá habitam). Tolkien disse que os mitos não-cristãos guardavam em si elementos do Grande Mito, o Evangelho, que refletiam o Mundo Primário, isto é, o mundo real, fato este que não vai contra a Igreja Católica.
A sua mãe Mabel mostrou a ele e ao seu irmão, os contos de fadas em línguas como o latim e o grego. Desde a morte da mãe, quando os irmãos passaram aos cuidados de Francis Morgan, o rapaz dedicou-se aos estudos demonstrando grande talento linguístico. Estudou grego, latim, línguas antigas e modernas, como o finlandês, que serviu de base para criação do idioma élfico Quenya e o galês, base para o outro idioma élfico, o Sindarin. Em 1905 os órfãos mudaram-se para a casa de uma tia em Birmingham. Em 1908 deu início à carreira acadêmica, ingressando no Exeter College, da Universidade de Oxford.
Em 1915 recebeu, com honras, o diploma de licenciatura em Literatura em Língua Inglesa. A graduação e os méritos não o libertaram da convocatória militar e, em 1916, depois de casar-se com Edith Bratt, foi chamado para a guerra. Tolkien sobreviveu à Batalha do Somme (província de Soma), uma mal-sucedida incursão na França e Bélgica, onde morreram mais de 500 mil combatentes. Em 1917 nasceu o seu primeiro filho, John Francis Reuel Tolkien (mais tarde o padre católico John Tolkien) e no ano seguinte, depois de contrair tifo, J.R.R.Tolkien foi enviado de volta a Inglaterra. Foi neste período que iniciou o Livro dos Contos Perdidos , que mais tarde se converteu n'O Silmarillion, em 1919, quando ele retornou a Oxford.
Depois do fim da guerra, Tolkien dedicou-se ao trabalho acadêmico como professor, tornando-se um grande e respeitado filólogo. Nesta mesma época ingressou na equipe formada para preparar o New English Dictionary, o equivalente inglês do dicionário brasileiro Aurélio. O projeto já havia chegado à letra W, e o seu supervisor, impressionado com o trabalho de Tolkien, afirmou que:
Cquote1.svg"Seu trabalho [de Tolkien] dá provas de um domínio excepcional de anglo-saxão e dos fatos e princípios da gramática comparada das línguas germânicas. Na verdade, não hesito em dizer que nunca conheci um homem da sua idade que se igualasse a ele nesses aspectos."Cquote2.svg
—
Mas foi só em 1925,que Tolkien publicouo seu primeiro livro, ao lado de E. V. Gordon: Sir Gawain & the Green Knight, baseado em lendas do folclore inglês. A sua filha mais nova, Priscilla Anne Reuel Tolkien, nasceria cinco anos mais tarde.

As Sociedade de Tolkien

Em sua juventude, a sua primeira sociedade foi a T.C.B.S. (Tea Club, Barrowian Society), formada por Tolkien e três amigos. Não era dedicada apenas a literatura, mas ela estava presente. A Primeira Guerra Mundial dissolveu o grupo, matando Rob Gilson, e algum tempo depois G. B. Smith. Os dois restantes, Christopher Wiseman (inspiração para o nome do terceiro filho de Tolkien) e Tolkien, foram amigos até o fim da vida de Wiseman.Tolkien foi muito ligado a sociedades. Nas que participou, a literatura era o tema fundamental, algo que o ajudou na criação de suas obras, pois nestas sociedades encontrou seu primeiro público e encorajadores.

Anos depois, fundada por Tolkien,
 The Coalbiters se dedicava à literatura nórdica, muito apreciada por Tolkien, que incluía Beowulf e o Kalevala, por exemplo. Chamavam-se de Kolbitars, ou, "homens que chegam tão perto do fogo no inverno que mordem carvão", o que originou no nome Coalbiters (mordedores de carvão). Entre seus membros estavam R. M. Dawkins, C. T. Onions, G. E. K. Braunholz, John Fraser, Nevill Coghill, John Bryson, George Gordon, Bruce McFarlane e C. S. Lewis.
Outro grupo de que participava era chamado The Inklings, também dedicado à literatura, que se reunia no pub The Eagle and Child  que os integrantes chamavam O Pássaro e o Bebê. Os Inklings incluíam C. S. Lewis e seu irmão H. W. Lewis, Charles Williams, Owen Barfield e Hugo Dyson.

Tolkien e a Linguística.



Tolkien era um homem apaixonado por idiomas. Quando criança se encantava com nomes galeses que via nos caminhões de carvão. Com suas primas aprendeu rapidamente uma língua artificial e bem simples criadas pelas garotas, chamada Animálico, com base nos nomes de animais. Juntos criaram outra língua, uma mistura de vários outros idiomas. Chamava-se Nevbosh, traduzido como Novo Disparate. Mais tarde criou o Naffarin, mais complexa e baseada na língua de seu tutor padre Francis Morgan: o espanhol.
Tolkien, em dezembro de 1910, tornou-se aluno do curso de literatura clássica na Universidade de Oxford, onde obteve uma bolsa de estudos do Exeter College, mas desinteressou-se por este curso e começou a gastar mais tempo no estudos de filologia, sendo orientado por Joseph Wright, um dos grandes pesquisadores britânicos desta ciência e grande conhecedor do tronco linguístico indo-europeu. Pediu transferência para a Honour School of English Language and Literature, onde teve um notável melhoria de notas, devido ao seu interesse pela filologia germânica.
Desde criança já tinha conhecimentos de línguas clássicas como grego e o latim, e mais tarde com o espanhol. Sempre achou o italiano muito elegante e, é claro, o inglês e o anglo-saxão o fascinavam. O francês não o cativava tanto, apesar de ser (como ainda é) aclamada como uma belíssima língua. Quando se deparou com a língua finlandesa ele se encantou, e usou a sua gramática, juntamente com a galesa, como base para as línguas que mais tarde apareceriam em seus livros, pois são línguas de gramática complexa e vasto vocabulário. Línguas que seriam estudadas a fundo por muitos de seus fãs: o Quenya, cujo exemplo máximo é expressado pelo poema Namárië, e o Sindarin, este último baseado no galês, as Línguas Élficas, todas movidas pelo som bonito (eufonia) e pela estética, como o "Repicar dos sinos" dizia ele.
Foi baseado nestas línguas que Tolkien começou a desenvolver o seu mundo. Para ele, primeiro vinha a palavra, depois a história. A composição para ele não era um passatempo (como foi 'acusado' na época), mas um trabalho filológico. Ele criou um mundo onde suas línguas pudessem ser faladas, e lendas para rodeá-las.
Criou várias outras línguas (como o Khûzdul e o Valarin), mas nenhuma tão elaborada quanto as duas élficas. Também desenvolveu alguns sistemas de escrita, as Angerthas (ou runas) e as Tengwar. Acreditava que uma língua bonita devia ter também um alfabeto elegante.
Além do inglês, Tolkien conhecia cerca de dezesseis outros idiomas (à excepção dos criados por ele mesmo) que eram os seguintes: grego antigo, latim, gótico, islandês antigo, sueco, norueguês, dinamarquês, anglo-saxão, médio inglês, alemão, neerlandês, francês, espanhol, italiano, galês e finlandês.
Quando O Hobbit foi traduzido para o islandês, Tolkien ficou encantado, porque, além de esta ser uma de suas línguas favoritas, ele achava que o livro combinaria muito com ela. Muitos nomes, como Gandalf, foram retirados do antigo islandês.

Aversão à tecnologia

Se por um lado Tolkien exerceu grande influência na era da informática, por outro, isso bate de frente com a visão nostálgica e radical do autor. Ele sempre foi avesso a trens, automóveis, televisão e comida congelada, à indústria em si. Tolkien acreditava que essa dominação e controle que a tecnologia moderna exerce sobre o Homem, mesmo que usadas para o bem, "trazem sofrimento à criação" (referindo-se ao seu Mundo Secundário). Este ponto de vista foi criado devido a sua experiência como veterano da Primeira Guerra Mundial e pai de rapazes que lutaram na Segunda Guerra Mundial, e ele não alimentava mais a ilusão do papel benéfico e salvador do desenvolvimento das tecnologias. Com esse pensamento, ele coloca o problema da tecnologia no coração de O Senhor dos Anéis. O Um Anel é o instrumento máximo do poder. Poder esse que até Gandalf preferiu não arriscar, deixando o fardo para Frodo. E cabe ao pequeno hobbit o dilema da saga: ter o poder não é possuir o Um Anel, e sim destruí-lo. Frodo deve então renunciar ao poder porque ele corrompe. Só assim ele será capaz de destruir Sauron.


Tolkien é um dos autores cuja história mais admiro e me espelho, por querer seguir a carreira de letras e ser tão apaixonada por idiomas como ele ( só que sabendo infinitamente menos). 
 Foi muito legal conhecer mais sobre ele. 
 E vocês o que acharam?

AMY XO 
BJOOO

A obra de ... Raphael Draccon

Olá gente!!

Hoje vamos conhecer um pouco sobre a obra de um dos autores fantásticos mais conhecidos da atualidade. Raphael Draccon .

Raphael Draccon nasceu no Rio de Janeiro, em 1981, e começou a carreira profissional aos 16 anos como digitador e redator de dois jornais de bairro.
Aos 18 anos assumiu como professor de um dojo de artes marciais.
Aos 19 anos ingressou na faculdade de cinema, onde se dedicou na especialização da escrita cinematográfica.
Aos 20 anos recebeu um Prêmio de Mérito da American Screenwriter Association (ASA) por seu primeiro roteiro de longa-metragem, escrito durante o 1º período de faculdade, o drama sobrenatural “In Your Hands”.
O roteiro foi entregue por Stuart Manashil, da Creative Artist Agency (CAA), a Will Smith, e também ao escritor best-seller e produtor da série para televisão “Ghost Whisperer”, James van Praagh.
A partir dos 21 se tornou ao longo desse tempo roteirista, avaliador de roteiros e script doctor de diversas produtoras como Intervalo Produções, Aquarela Filmes,  Tonice Produções, Cinema Profissional, Ideia Prima, Bravo Studio e O2 Filmes  (antigo projeto internacional do diretor Fernando Meirelles, em parceria com aFocus Features e a Universal Pictures).
Aos 22, escreveu o primeiro romance da série de literatura fantástica: “Dragões de Éter”, ainda durante os tempos de faculdade, e foi finalista na categoria “Melhor Videoclipe”, com a cantora pop Cláudia Leitte, nos Prêmio Multishow eMeus Prêmios Nick, dos canais Multishow e Nickelodeon.
Aos 25 anos tornou-se o autor mais jovem a assinar com a editora espanhola Planeta do Brasil, permanecendo por 06 meses entre seus autores mais vendidos.
Dois anos depois, tornou-se parte dos planos de entrada da holding editorial portuguesa Leya no Brasil, hoje a maior em língua portuguesa do mundo.
Escreveu a coluna “Cavernas & Dragões” no “Sedentário & Hiperativo”, indicado ao VMB da MTV com mais de 2 milhões de acessos únicos por mês, e hoje é membro do atual time de um dos podcasts sobre cultura pop mais famosos da internet brasileira, o Rapaduracast.
Foi responsável pela indicação da obra de George R.R. Martin, “Crônicas de Gelo & Fogo”, para a editora Leya BR e estreou no mercado literário português com o livro “Espíritos de Gelo“, pela editora GaiLivros, lançado posteriormente no Brasil pelo selo Leya BR.
A série de literatura fantástica “Dragões de Éter” atingiu a marca dos 200 mil exemplares no Brasil e o box da trilogia alcançou o 1º lugar do portal de vendas Submarino, onde permaneceu por um ano como o livro mais desejado do site.
O primeiro livro da série foi lançado dia 16 de agosto de 2011 em Portugal pela Livros D’Hoje, um selo da editora Dom Quixote.
Aos 30 anos tornou-se coordenador editorial de um dos braços editoriais da holding Leya BR, a editora Casa da Palavra, atuando como editor de literatura fantástica do selo Fantasy – Casa da Palavra.
Aos 31 lançou a obra “Fios de Prata – Reconstruindo Sandman” e participou de uma tour literária com a escritora americana Alyson Noël no Brasil.
Em 2013 entrou oficialmente para o hall de autores do grupo editorial Random House, através da venda dos direitos em língua espanhola da série “Dragões de Éter” para a Random House Mondadori, e foi convidado pela HBO para ser um dos embaixadores da Exposição Oficial de Game of Thrones no Brasil.
Confira o lançamento na Bienal e continue nos acompanhando. 
BEIJOS!!
AMY XO 

Caixa de Sentimentos... Guimarães Rosa



Todo caminho da gente é resvaloso.
Mas também, cair não prejudica demais
A gente levanta, a gente sobe, a gente volta!...
O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim:
Esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa,
Sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem.
Ser capaz de ficar alegre e mais alegre no meio da alegria,
E ainda mais alegre no meio da tristeza...

A obra de ... Raul Pompéia.

Oláaa!!

Como foi a semana de vocês?

Hoje nosso autor escolhido é um dos maiores realistas do Brasil, escritor de O Ateneu. Conheça melhor Raul Pompéia.

Raul d'Ávila Pompeia nasceu em Angra dos Reis no dia 12 de Abril de 1863 e morreu no Rio de Janeiro em 25 de Dezembro de 1895.

Ainda menino, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Matriculado no colégio Abílio, distinguiu-se como aluno estudioso e desenhista caricaturista. Na época, redigia o jornalzinho "O Archote". Prosseguiu seus estudos no Colégio Pedro II e publicou em 1880 seu primeiro romance, Uma tragédia no Amazonas. Em 1881, matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, participando das correntes de vanguarda, materialistas e positivistas, que visavam fundamentalmente à abolição da escravidão|escravatura e à República.
Ligou-se a Luís Gama e participou intensamente das agitações estudantis. Paralelamente, iniciou a publicação, no Jornal do Commercio do Rio de Janeiro, dos poemas em prosa Canções sem Metro. Termina o curso de Direito na Faculdade de Direito de Recife, para onde se transferiu, juntamente com noventa colegas, provavelmente em consequência da defesa dos ideais abolicionistas e republicanos. De volta ao Rio de Janeiro, iniciou-se no jornalismo profissional escrevendo crônicas, folhetins, contos. Integrava as rodas boêmias e intelectuais, e, aos poucos, impôs-se como escritor.
Em 1888, deu início à publicação de um folhetim na Gazeta de Notícias e no mesmo ano publicou o romance O Ateneu, uma "crônica de saudades", que lhe deu a consagração definitiva como escritor.
Após a Lei Áurea e a Proclamação da Proclamação da República, prosseguiu em suas atividades de jornalista político, engajando-se no grupo dos chamados "florianistas". Entregou-se a um exaltado nativismo. Tendo pronunciado um inflamado discurso junto à tumba de Floriano Peixoto (1895), foi demitido do cargo que ocupava na Biblioteca Nacional. Suicidou-se com um tiro no peito numa noite de natal, no escritório da casa onde morava com a mãe, que assistiu à sua morte.

Obra
  • Uma tragédia no Amazonas (romance)1880
  • O Ateneu (romance)1888
  • Canções sem metro (prosa)1883
  • As joias da Coroa (panfleto satírico)1882


O Ateneu



O Ateneu é um romance , considerado como o único exemplar de romance impressionista na literatura brasileira

A história é narrada pelo personagem principal, Sérgio, já adulto, em primeira pessoa e de forma não linear. O livro inicia-se com os primeiros contatos de Sérgio com o Ateneu,colégio interno no qual o seu pai o matricula, ainda mesmo antes de ser admitido para matrícula pelo rígido diretor do estabelecimento, Aristarco. A entrada de Sérgio no Ateneu representa, para o próprio, a passagem para a idade adulta, por conta de seu afastamento dos pais, sobretudo dos carinhos e da proteção materna. Antes disso, cursara apenas algumas aulas num externato familiar e tivera aulas com um preceptor.
O Ateneu era uma instituição de ensino para filhos de famílias abastadas, ainda que admitisse alguns alunos pelas vias da caridade. Por isso, seus educandos representavam "a fina flor da mocidade brasileira", recebendo alunos de diversos estados brasileiros que eram enviados à corte e ao estabelecimento de Aristarco por conta da fama do pedagogo e dos livros que este enviava a todos os cantos do país à guisa de propaganda de sua instituição. Localizava-se no bairro do Rio Comprido, que teve sua urbanização iniciada em 1812 e já no século XIX recebeu uma pequena leva de imigrantes ingleses, depois de ter sido usada como área de cultivo da cana-de-açúcar (século XVII) e do café (século XVIII e século XIX).
Antes de sua matrícula, Sérgio e o pai foram recebidos por Aristarco em sua residência, a qual se localizava ao lado do Ateneu. Nesta ocasião, Sérgio conhece D. Ema, a única pessoa que lhe iria tratar com candura desinteressada em seus anos no Ateneu e por quem irá nutrir uma paixão platônica. No primeiro dia de aula, Sérgio foi recebido na sala do professor, e vislumbra as diferenças na recepção dada pelo professor aos alunos, de acordo com o grau de importância de sua família. Após se despedir do pai, Sérgio sentiu-se deslocado, mas foi de imediato recomendado pelo professor, Mânlio, a um dos melhores alunos, Rebelo, que lhe deu, então, inúmeras recomendações sobre o "microcosmo" do Ateneu – e as amizades que deveria evitar, as atitudes das quais deveria se esquivar, os tipos nos quais não deveria se transformar, sobretudo recomenda-o sobre as deturpações de gênero que se observam naquela realidade de colégio interno de rapazes, aconselhando-o a ser forte e não admitir protetores. A narrativa, então, faz uma pausa para uma descrição de alguns dos primeiros colegas de classe de Sérgio, com destaque para o Sanches, o primeiro da turma, de quem Sérgio iria se aproximar mais adiante. Conheceu também outros alunos do Ateneu, como o Franco, sempre usado por Aristarco como exemplo negativo e, por conta disso, continuamente humilhado.
Na primeira aula, ao ser chamado pelo professor Mânlio ao quadro, Sérgio sofreu um desmaio e é levado para a rouparia, onde vê por acaso um exemplar de folheto obsceno. Depois do vexame do desmaio, começa a ser ridicularizado e assediado por Barbalho, com quem tem sua primeira briga. Ao final deste primeiro dia de aulas, Sérgio sentiu que seus ideais de camaradagem, de crescimento peloconhecimento, de grandeza moral despertados pelos eventos que assistira antes de entrar no Ateneu dificilmente seriam aplicáveis àquela realidade.
A narrativa salta para um episódio no qual Sérgio é salvo de um afogamento por Sanches – um acidente que Sérgio suspeita ter sido provocado pelo próprio Sanches durante uma aula de natação; tal hipótese parece acertada pela proximidade que se criou a posteriori: por conta do salvamento, Sérgio sentiu-se em compromisso de gratidão com o Sanches, e se tornou muito próximo a este. Sérgio viu em Sanches um protetor e uma companhia vantajosa em termos acadêmicos, já que este último era o primeiro da classe. Com o tempo, contudo, Sanches forçou uma aproximação, insinuando-se para Sérgio, que o repeliu; isso fez com que Sanches se tornasse inimigo de Sérgio e, como vigilante que era, ele começou a usar sua ascendência como tal para prejudicar e ferir Sérgio.
O episódio com o Sanches fez com que Sérgio se tornasse de bom aluno a um dos que frequentavam o temido "livro de notas" de Aristarco, no qual os professores anotavam as supostas indisciplinas dos alunos faltosos, as quais sempre rendiam humilhações públicas comandadas por Aristarco por ocasião das refeições. Ele converteu-se também em religioso, mas para uma espécie de religiosidade particular, mística, sem respaldo dos sacramentos católicos. Sua condição de deprimido e faltoso contumaz fez com que ele se aproximasse do Franco – uma amizade que despertou o desprezo dos inspetores e do próprio diretor. Após uma terrível traquinagem de Franco que, por sorte, não rendera frutos, Sérgio decidiu-se por se tornar independente, sobretudo depois de uma breve aproximação com o Barreto, um aluno beato para quem a religião girava em torno de um sem-número de objetos de adoração e dos castigos do inferno guardados para os pecadores – uma religiosidade que fez apagar as últimas chamas de fervor de Sérgio. Tornou-se, depois de uma visita ao pai, na qual lhe contou a "verdade" sobre o Ateneu, mais altivo e independente e, por isso, angariou a animosidade de muitos.
Chegou, então, à escola um novo aluno, o Nearco, filho de uma nobre família pernambucana e atleta valoroso, além de excelente orador, destacado no grêmio literário do colégio, chamado "Grêmio Amor ao Saber". Nas reuniões do tal grêmio, Sérgio comparecia como simples assistente e, como a agremiação possuía farta biblioteca, Sérgio começou a frequentá-la, travando amizade com o Bento Alves, um aluno gaúcho, mais velho que ele e que trabalhava como bibliotecário. A amizade entre os dois tornou-se imensamente íntima e próxima; Sérgio assim o permitiu, e logo a proximidade entre ele e o Bento Alves começou a gerar comentários no Ateneu. Paralelamente a estes fatos, ocorre um assassinato passional nas dependências da escola: um jardineiro mata, a facadas, um outro funcionário, por amor a uma mulher, Ângela, uma espanhola que trabalhava em casa de Aristarco e D. Ema.
Sérgio conquistou um amigo verdadeiro, Egbert, de origem inglesa, com quem o narrador construiu uma amizade sem interesses, com quem compartilhou o amor ao saber e arriscou-se a escrever seus primeiros versos. Com Egbert, foi também a um jantar em casa de Aristarco, por conta de terem se destacado nos estudos, e teve a oportunidade de rever D. Ema, que o reconheceu.Sérgio narra, então, os exames primários e a ocorrência de uma exposição artística: é o início de um novo ano, e o narrador fala dos passeios e jornadas programados por Aristarco, em especial de um jantar no Jardim Botânico no qual ficam evidenciados os maus modos de alunos e inspetores. Bento Alves, que no início do ano mostra-se amoroso com Sérgio, repentinamente voltou-se contra este e espancou-o sem maiores explicações; Sérgio reagiu e, no calor da briga, acaba por agredir também Aristarco, que surgiu a tempo de apartar os dois alunos. Curiosamente, Sérgio não é castigado pelogesto ousado. Há, a seguir, a revelação pelo diretor da descoberta de um caso de "amor" entre dois alunos, feita a partir de uma carta encontrada por um dos inspetores na qual Cândido – que no bilhete assina como "Cândida" – aceita um convite de outro aluno, Emílio, para um encontro no jardim. Aristarco humilha-os publicamente, a eles e aos supostos cúmplices, outros alunos que conheciam o fato e não teriam denunciado ao diretor. Em seguida ao evento, alunos amotinam-se contra Silvino, um inspetor que resolveu humilhar Franco sem razão aparente, e o motim de alunos é motivo de escândalo do diretor que, no entanto, por razões econômicas – para não perder os alunos – resolveu amainar a situação, conversando mansamente com os alunos e colocando "panos quentes" no assunto.
Chegaram, então, os tempos dos exames na secretaria de Instrução Pública. À época, Sérgio já dormia no alojamento dos alunos maiores, onde viveu um ambiente mais "adulto" e, também, mais propício para novas peripécias, como a de espiar o sono do inspetor Silvino ou entrar no grupo dos que haviam criado uma passagem secreta por uma janela para o jardim de Aristarco; por conta desta passagem é que engendra uma vingança a Rômulo, que lhe espancara no passado, deixando-o do lado de fora do prédio, no jardim do diretor, sem jeito de voltar ao alojamento. Morre o amigo Franco, vítima dos maus tratos que sempre sofrera tanto em casa, quanto dos funcionários do Ateneu.
Ao término do ano letivo, os alunos cotizaram-se e mandaram erigir um busto em bronze do diretor que, orgulhoso, primeiramente se sente lisonjeado com a homenagem e, posteriormente, em insensata competição com a estátua. "O Ateneu" termina com o fim da própria instituição, consumida por um incêndio que acreditam ser criminoso, causado por um aluno recém-admitido, Américo, que ali estava forçado pelo pai. Aristarco viu seu patrimônio ser dilapidado pelas chamas, enquanto Sérgio, que por dias e dias estava na casa do diretor sob os cuidados de D. Ema, que demonstrou ter imenso amo rmaternal pelo jovem, acompanhava a derrocada final do impassível diretor.

Hoje foi isso gente, já temos resenha de O Ateneu aqui no blog, logo farei um trabalho mais legal com ele. 

BEIJOS!!
AMY XO 

Giving a break... Woody Allen

Olá gente!!

Estou estreando aqui no blog uma nova coluna chamada " Giving a break". Como o próprio nome já diz ( dando um tempo) , essa coluna é uma abertura de parênteses que ocorrerá uma vez ao mês, para falarmos sobre qualquer coisa que quisermos desde filmes até meu novo transformer, enfim, tudo mesmo.

 Estrearei a coluna falando sobre Woody Allen e seus filmes, meus filmes favoritos também.

Vocês não sabem, mas Woody Allen está no Top 5 de diretores favoritos, em primeiro lugar depois falarei sobre os outros.  O canal do blog chama-se Words Alien por causa disso, eu pensei em Woody Allen, pensei que seria sobre livros, palavras, logo word e como estou ciente de que as vezes penso em coisas diferentes de muitos e o que é muito diferente é de outro mundo, Alien, junta tudo e dá o nome do canal.

 Mas vamos começas logo esse Post, espero que todos vocês gostem .


Woody Allen chama-se Allan Stewart Königsberg é Norte- Americano e têm 77 anos. Entre suas habilidades estão roteirista, cineasta, escritos, ator e músico.
 Desde de muito novo Woody já tinha jeito para a escrita e aos 15 anos começou a escrever para colunas de jonais e programas de rádio. Em 1964, já reconhecido como comediante, com um CD de seus shows indicado ao Grammy, conheceu um produtor de cinema, que, encantado com sua apresentação, o chamou para escrever e estrelar a parodia de James Bond, O que há de novo, gatinha?
 Seu primeiro filme premiado foi Annie Hall ( Noivo neurótico, noiva nervosa) que recebeu três Oscars ( melhor filme, roteiro, direção e melhor atriz para Diane Keaton), porém, como de costume, Woody não apareceu na cerimônias, fato que se repetiu ao receber 18 indicações em várias categorias e ao receber o Oscar de melhor roteiro por Hannah and her Sisters.
 Em 2002 Allen compareceu, finalmente, para fazer uma homenagem à Nova York.
 Apaixonado pela cidade, Nova York é cenário para praticamente todos seus filmes, como Manhattan que recebeu diversos prêmios e contou com Meryl Streep e Diane Keaton novamente. 

Fã de Ingmar Bergman, Groucho Marx, Federico Fellini, Cole Porter e Anton Chekhov, Woody não se dedica somente ao cinema. Possuindo forte ligação ao Jazz, ele toca clarinete semanalmente em um bar de Nova York e é responsável pelas trilhas sonoras de seus filmes
Woody Allen se descreve da seguinte maneira "As pessoas sempre se enganam em duas coisas sobre mim: pensam que sou um intelectual (porque uso óculos) e que sou um artista (porque meus filmes sempre perdem dinheiro)".

Curiosidades

  • De acordo com o próprio Woody, "É uma pena  precisar ir e   fazer o filme. Então quando acabo  de  fazer, acabou mesmo. Não tenho absolutamente  nenhum interesse no filme." Ele não vê seus filmes após estarem prontos. 
  • Ele tentou escrever um romance, mas não deu certo, pois quando jovem  não lia nada, e nunca foi estimulado a ler. Ele cresceu sem saber o que era um romance.
  • Ele comprou uma casa de praia, levou um  ano para decorar ,contratou arquitetos e deixou a casa incrivelmente bonita. Depois de um ano  de trabalho  a casa de praia ficou pronta, ele passou sua primeira noite lá e  chegou a conclusão nesta noite, que a casa não era para ele. Ele não aguentou  o barulho das ondas e o tédio de dormir numa casa de praia.
  •  Adora o barulho de trânsito, adora ficar no seu apartamento em Nova York,  escrevendo sabendo que   a metros dele  tem restaurantes, cinemas, livrarias, gente falando e carro buzinando. Ele se diz do asfalto
  • A primeira idéia de Noivo neurótico, noiva nervosa girava em torno de um assassinato. Idéia que depois foi aproveitada em Misterioso assassinato em Manhattan.
  • Quatro de suas filhas adotivas participaram de Hannah e suas irmãs, inclusive sua enteada e atua esposa Soon- Yi.
  • Drew Barrymore foi a única atriz que dublou os números musicais de Todos dizem eu te amo. De acordo com ele, ela canta tão mal que não deveria cantar nem no chuveiro.
  • Quando perguntado o porque do filme chamar-se Bananas ele respondeu, " Chama-se bananas simplesmente porque bananas. "
  • Apesar de Manhattan ser considerada um de seus melhores filmes, é o que ele menos se orgulha, diferente de Memórias ou Rosa púrpura do Cairo. 
Meus filmes favoritos

Naturalmente, não assisti á todos os filmes de Allien, mas considero que assisti uma boa quantidade para escolher meus favoritos. Dentre os filmes Meia noite em Paris, Vicky Cristina Barcelona, A rosa púrpura do Cairo, Dirigindo no escuro, Annie Hall, Contos de Nova Iorque e Sonhos de Cassandra, vou postar a baixo os que considero melhores. 

1º A rosa púrpura do Cairo

Durante a Grande Depressão, uma garçonete que sustenta o marido bêbado e desempregado e que só sabe ser violento e grosseiro, costuma fugir da realidade assistindo sessões seguidas de seus filmes prediletos. Ao assistir pela quinta vez o filme "A Rosa Púrpura do Cairo", ela tem uma grande surpresa quando vê o herói sair da tela e lhe oferecer uma nova vida.
 Em uma sociedade machista , Cecilia é casada com Monk, um bêbado e bruto. Ele bate nela, exige dinheiro e que mandar em tudo que ela faz. Um dia Cecilia vai ao cinema e se apaixona pelo filme em cartas " A rosa púrpura do Cairo", ela começa a ir todos os dias ao cinema, até que um dia o protagonista Tom Baxter sai do cinema e propõe fugir com ela. 
 Claro que tudo isso gera uma grande confusão na cidade e na tela e também nos gera boas risadas. 
 Gostei muito do roteiro, bem diferente de tudo que já vi. 



2º Meia-Noite em Paris
Meia-Noite em Paris é uma comédia romântica sobre um escritor e roteirista americano que vai com família de sua noiva a capital da França, cidade que ele idolatra. A história é concentrada nos passeios de Gil (Owen Wilson) na noite Parisiense, onde em quando toca a meia-noite, o escritor é transportado para a Paris de 1920, época que ele considera a melhor de todas. Nessas "viagens", Gil frequenta varias festas onde conhece inúmeros intelectuais e artistas que frequentavam a cidade da luz naquela época, entre eles estão F. Scott Fitzgerald, Gertrude Stein, Ernest Hemingway, etc. Dessa forma, Gil tenta acabar o seu romance com Inez, pois se apaixona por Adriana (Marion Cotillard) é forçado a confrontar a ilusão de que uma vida diferente do seu estilo de viver (nesse caso a "época de ouro" francesa) é melhor.


O filme é exatamente o que está descrito na sinopse, porém o charme de Paris e a criatividade da história deixou o filme excelente. Não sei se por ter sido o primeiro filme de Woody Allen que assisti, mas fiquei encantada com tudo. Claro, que o que mais gostei foi a presença de Fitzgerald, Salvados Dalí, Stein e o humor ácido de Hemingway, além de muitos outros. Incrível!

3º Para Roma com amor

O longa é dividido em quatro segmentos. Em um deles, um casal americano (Woody Allen e Judy Davis) viajam para Roma para conhecer a família do noivo de sua filha. Outra história envolve Leopoldo (Roberto Benigni), um homem comum que é confundido com uma estrela de cinema. Um terceiro episódio retrata um arquiteto da Califórnia (Alec Baldwin) que visita a Itália com um grupo de amigos. Por último, temos dois jovens recém-casados que se perdem pelas confusas ruas de Roma.

As quatro tramas são muito bem amarradas e criadas dentro de suas particularidades. A minha trama favorita foi a de Leopoldo, que mostra como, mesmo ficando rico e famoso, sentimos falta da vida que tínhamos, da privacidade e de pessoas verdadeiras ao nosso redor. Também gostei muito da parte do arquiteto e a retomada de suas memórias. 
Mais um filme bem diferente e criativo de Woody Allen.


Filmografia

1965 - O que há de novo, gatinha?
1966 - O que há, tigresa?
1967 - 007- Cassino Royale 
1969 - Quase um sequestro
1969 - Um assaltante bem trapalhão
1971- Bananas
1972 - Sonhos de um sedutor
1972 - Tudo o que você queria saber sobre sexo mas tinha medo de perguntar.
1973- O dorminhoco
1975 - A última noite de Boris Grushenko
1976 - Testa de ferro por acaso
1977- Noivo neurótico, noiva nervosa ( Oscar de Melhor filme, melhor diretor e roteiro, BAFTA melhor diretor e melhor roteiro, Bodil de melhor filme americano)
1978- Interiores
1979- Manhattan ( BAFTA melhor roteiro, Bodil de melhor filme americano, César melhor filme estrangeiro)
1980 - Memórias
1982- Sonhos eróticos numa noite de verão
1983- Zelig ( Bodil de melhor filme americano, Prêmio Passineti de melhor filme)
1984 - Broadway Danny Rose ( BAFTA melhor roteiro, )
1985 - A rosa púrpura do Cairo ( Globo de Ouro melhor roteiro, BAFTA melhor roteiro, Bodil de melhor filme americano, Fipresci Cannes, César melhor filme estrangeiro)
1986- Hannah e suas irmãs ( Oscar de melhor roteiro original, BAFTA melhor diretor e melhor roteiro,  Bodil de melhor filme americano)
1987 - Rei Lear
1987 - A era do rádio
1987 - Setembro
1988 - A outra
1989 - Contos de Nova Iorque 
1989-Crimes e  Pecados
1990 - Simplesmente Alice
1991- Cenas de um Shopping
1992- Neblinas e sombras
1992- Maridos e esposas ( BAFTA melhor roteiro, )
1993- Um misterioso assassinato em Manhattan
1994- Tiros na Broadway
1995- Poderosa afrodite
1996- Todos dizem eu te amo
1997- Desconstruindo Harry
1998- Celebridades
1999- Poucas e Boas
2000- Trapaceiros
2001 - O escorpião de Jade
2002- Dirigindo no Escuro
2003 - Igual a tudo na vida
2004- Melinda e Melinda 
2005 - Ponto final : Match Point
2006 - Scoop: O grande furo
2007- Sonhos de Cassandra
2008- Vicky Cristina Barcelona ( Globo de Ouro melhor filme de Comédia,)
2009 - Tudo pode dar certo
2010- Você vai conhecer o homem dos seus sonhos
2011 - Meia noite em Paris ( Oscar de melhor roteiro original, Globo de Ouro de melhor roteiro)
2012 - Para roma com amor. 

Prêmio Leão de Ouro em Veneza, cem anos de cinema
Urso de Prata, Conjunto da obra
Prêmio Academy Fellowship
Academia americana de cinema, ator mais engraçado por Hannah e suas irmãs.
* Todos os filmes com nomes vermelhos são ganhadores de tais prêmios.

Tomara que vocês gostem desta nova coluna aqui no Heii!me. O que vocês acham dos filmes do Woody? Deixe seu comentário e até o próximo post. 

BEIJOS!!!
AMY XO