Pitada cultural - 5 motivos para assistir Orange is the new black.

Olá! 

 Faz um tempo que escutei sobre Orange is the new black e não me interessei nem um pouco porque achei que seria só mais uma comédia apelativa. Porém, após tanta divulgação, prêmios e elogios para a segunda temporada comecei a assistir e adorei, acreditem, assisti tudo em 3 dias.
 Por esse motivo, hoje trouxe para vocês 5 motivos que me fizeram amar orange e que vai fazer você amar também. 



Baseada no livro de Piper Kerman e adaptada por Jenji Kohan (Weeds), a série acompanhará Piper (Taylor Schilling), uma moradora do Brooklyn que vivia uma vida perfeita, quando derrepente as consequências de um relacionamentecom Alex (Laura Prepon), uma traficante na faculdade, resulta em sua prisão e detenção em uma penitenciária federal. Sem qualquer experiência para lidar com o novo ambiente, Piper mergulha na cultura das prisões femininas e encontra aceitação, lágrimas e amor entre as detentas, deixando amigos e um noivo, Larry, do lado de fora. 

1- Personagens engraçadas, fortes e problemáticas.

Orange é uma série com grande predominância de mulheres fortes e cheias de atitude, diferente da maneira que muitas séries com elenco feminino tratam a personalidade das personagens. Acompanhando o dia-a-dia dessas mulheres no presídio passamos por vários momentos dramáticos com elas, principalmente as novatas, o que nos leva a entender melhor como detentas que tem família, filho ou namorado fora da cadeia se sente e nos lembra que apesar de criminosas, elas tem emoções e sentimentos exatamente como  os outros, ponto que às vezes esquecemos ao julgar algum criminoso. 
 Além disso, acontecem várias situações engraçadas sem parecerem forçadas. Minhas personagens favoritas nesse quesito são a Taystee e a Olho doido. Falando em personagens favoritas, a história por trás da prisão da RED e da Taystee, que conhecemos através de flashbacks muito oportunos durante todo o decorrer da série,  são minhas favoritas. 


2- Relações entre os personagens. 
 Orange is the new black mostra que não é só solidão e medo dentro da cadeia, existem também grandes amizades, que podem ser muito frágeis. Para mostrar isso a série mostra os grupos existentes e como eles competem, mostrando a realidade do preconceito e da segregação dentro do próprio presídio. Existe o grupo das negras, das idosas, das latinas, das drogadas e todas competem entre si para ganhar mais poder. Essa característica fica muito evidente na segunda temporada com a chegada de Vee, que faz questão de reinar dentro do presídio junto com o grupo das negras porém os outros grupos não aceitam isso e começam a tramar maneiras de derruba-la. 
 Os relacionamentos não são somente dentro dos grupos, apesar de serem muito comuns neles. Existem vários relacionamentos amorosos, várias amizades improváveis como de uma usuária de drogas e moradora de rua com uma milionária que está ali faz tempo. A amizade mais legal é a amizade de Taystee e  Poussey, elas parecem ser amigas de verdade e mesmo quando elas foram totalmente influenciadas e se separaram, elas voltaram a ser amigas. 
De relacionamentos amorosos o casal formado pela presidiária Daya e o policial Bennet dá o que falar entre as latinas e traz muitos problemas para toda trama da série, afinal este tipo de relacionamento é proibido e acarreta prisão e demissão do oficial. Apesar disso, o relacionamento deles é super bonitinho e torço muito para que dê tudo certo no fim. 

Outro casal que adoro são as protagonistas Pipper e Alex, que se dão super bem, estão sempre se apoiando apesar de rolar aquele sentimento de amor e ódio. Pipper é uma personagem meio paradona no início que vai crescendo e se tornando uma personagem muito interessante no decorrer da série, é muito legal acompanhar esse crescimento, e Alex já é madura porém notamos uma grande diferença entre a Alex do Flashback e a Alex atual, ela é uma personagem quase impossível de não amar. 


3-  Não existe perfeição 

Durante os flashbacks conhecemos o passado de cada detenta e quando vemos o quanto elas mudaram ao chegar na cadeia notamos que todo mundo tem seus problemas, isso a série deixa muito claro, seja em Pipper que era uma menina de boas condições que gostava de se relacionar com o perigo e mudou totalmente na cadeia, seja com a Morello que era uma menina doce e linda mas roubava acessórios de beleza das maiores grifes do país, além de perseguir seu "noivo" de um encontro só. Todos ali tem algum defeito e o sistema também. 
Na segunda temporada os contrabandos e corrupções que já desconfiávamos na primeira temporada ganha destaque e descobrimos coisas que nem imaginavamos. As falhas claras no sistema prisional por desvio de verbas, o contrabando aprovado de produtos e o contrabando ilícito de drogas e objetos cortantes, o abuso sexual por parte dos guardas e até a vida pessoal em declínio da diretora do presídio, tudo é mostrado, o que torna a série muito mais política e séria na nesta temporada. 
4- Coisas acontecem o tempo todo .
 O ritmo de Orange é muito bom, a série nunca fica parada e tediosa, tem sempre algo de interessante acontecendo com cada uma das detentas, as vezes até simultaneamente, isto dá uma dinâmica e aumenta o interesse do espectador, principalmente quando um assunto fica pendente por um tempo e depois é retomado. Os problemas vão desde suicídio até contrabando e até o minimo se torna uma tensão lá dentro, pude notar que os problemas começam com o mínimo e no decorrer da série vão se agravando. 

5- Ótimo elenco
 Orange possui um elenco cheio de iniciantes que dão um show de atuação, mas também possui vários velhos conhecidos nossos, alguns bem diferentes do que estamos acostumados. 
Laura Prepon que interpreta Alex Vause, namorada de Pipper, já atuou em várias séries, entre elas: Once Upon a time, House, Castle, Men at work e How I met your mother, além de ter sido protagonista em Are you there Chelsea?. Eu quase não a reconheci e precisei pesquisar para ter certeza que ela era a Chelsea.


A Atriz Kate Mulgrew, Red, participou de um grande número de filmes e séries famosos que realmente me surpreendeu. A atriz teve uma grande participação na série de TV Star trek com destaque e direito a fazer um filme da série, participar dos jogos para video games e um especial, ela também participou de Law and order entre muitos outros. 


Claro que tem muito mais gente, mas não vou ficar falando aqui pro post não ficar gigante. 
 Adorei Orange e estou esperando ansiosamente pela próxima temporada. Você assiste essa série ou se interessou, me conta. Orange is the new black conquistou uma legião de fãs, é a série mais comentada no momento, além da quantidade de prêmios. Precisa de mais um motivo? Fique com a música chiclete da abertura de Regina Spektor. 
 Beijooos!



Resenha em vídeo - O oceano no fim do caminho - Neil Gaiman

Olá gente!!!

 Depois de muito tempo, e me desculpo por isso, estava extremamente atarefada, saiu a resenha do meu adorado " O oceano no fim do caminho" de Neil Gaiman. Adorei este livro, venha saber porque.

Resenha Everything is illuminated - Jonathan Safran Foer .

Oláaa!
 Bem vindos a mais um resenha.
 O livro de hoje é um livro que apesar de ter gostado, me deixou um pouco confusa do início ao fim. Vou contar aqui o porque.

Everything is IlluminatedTudo se ilumina é exatamente o que não se espera de um livro sobre o Holocausto: leve, divertido, inventivo e moderno. Na verdade, só é possível perceber que esse é o tema central do romance quando já se está perto do seu final. Não é à toa que esta obra criativa e surpreendente rendeu diversos prêmios e honrarias ao seu autor, o norte-americano Jonathan Safran Foer, de apenas 28 anos.
 O jovem escritor é judeu e sempre quis saber detalhes da história de seu avô, um ucraniano que teve toda a sua família assassinada pelos nazistas e só escapou da morte graças à ajuda de uma certa Augustine, que o teria escondido dos alemães. Safran Foer nem conheceu o avô, mas cresceu ouvindo o que sua avó lhe contava sobre ele. Obcecado pela origem de sua família, o rapaz foi à Ucrânia tentar descobrir o paradeiro daquela mulher. Ele não tinha informação alguma para lhe servir de guia, sabia apenas que seu avô era de Trachimbrod, uma pequena aldeia judaica. Fora isso, ele contava com uma fotografia antiga que supostamente mostrava Augustine e seus parentes.
A idéia de Safran Foer era voltar da Ucrânia e escrever um livro de não-ficção sobre seu avô. Entretanto, a viagem não lhe rendeu as respostas que ele desejava. Augustine continuou sendo um enigma do passado. Seu projeto, portanto, implodiu. Foi quando ele teve a idéia de misturar ficção e realidade num único livro, preenchendo as lacunas de sua viagem e da história de sua família com fatos inventados.
Editora: Penguin Books            ISBN: 0141008253

Ano: 2003                               Páginas: 288


Resenha baseada no livro em inglês!

Tudo se ilumina do autor Jonathan Safran Foer conta a história de um jovem escritor de mesmo nome que viaja para a Ucrânia a procura de uma vila chamada Tranchimbrod com somente uma fotografia em busca de Augustine. Jonathan nascido em uma família judaica passou toda sua infância escutando as histórias de seu avô contadas por sua avó, que de acordo com ela, todos da família morreram menos ele, que foi salvo por Augustine. Junto com Jonathan viajam também um tradutor muito confuso, Alexander, um motorista experiente, o avô de Alex, e uma cachorrinha muito animada que logo simpatiza com Jonathan apesar de ele não gostar de cachorros. 
 Além de encontrar a Augustine e conhecer a história de sua família Jonathan também planeja escrever um livro baseado nesta viagem, que não dá muito certo desde o início e por isso o autor começa a colocar um pouco de ficção no meio. 

" Nenhuma palavra com ódio foi dita e nenhuma mão foi levantada. Mais que isso, nenhuma palavra raivosa foi dita e nada foi negado. Mais que isso, nenhuma palavra sem amor foi dita e tudo foi sustentado como pequenas partes de comprovação de isso poderia ser assim, isto não tem que ser assim; se não há amor no mundo, nós criaremos um novo mundo e nós construiremos paredes pesadas decoradas com interiores macios e vermelhos, e dar um batente que resona como um diamante caindo em um feltro de joalheiro para nunca escutarmos. Me ame, porque amor não existe, e eu já provei tudo que existe. "

 O livro é construído sobre três narrativas totalmente diferentes. A primeira acompanhamos a história narrada acima, a viagem á Ucrânia de Jonathan. Na segunda narrativa são trechos do livro de não-ficção que conta a história de Trachimbrod desde seu surgimento até sua passagem lá e a terceira narrativa são cartas entre o autor e o Alexander em que ele dá opinião sobre o livro e relembra seus momentos durante a viagem. 
 O autor escreve estas três narrativas de uma maneira tão diferente que parece que cada uma foi escrita por um autor diferente, porém a maneira que elas foram organizadas me confundiram um pouco. O livro tem muitos personagens e quando mudamos de narrativa é muito fácil esquecermos o que estava acontecendo com um ou outro personagem e isso foi o que mais me confundiu. 

" É verdade, eu tenho medo de morrer. Eu tenho medo do mundo continuar se movendo sem mim, da minha ausência não ser notada, ou pior, ser algo natural da vida. Isto é egoísta? Eu sou alguém ruim por querer que o mundo acabe junto comigo? Não digo que o mundo deva acabar por respeito a mim, mas que todo par de olhos feche junto com o meu. "

 A escrita de Foer é muito boa e o livro tem tanto senso de humor e cenas emocionantes que amenizou o assunto tão triste que ele trata, o holocausto, que só é sentido no fim do livro. Outro traço interessante da escrita neste livro foi como o autor mostrou os erros de tradução de Alex escrevendo-os e por vezes riscando a palavra incorreta e colocando a certa ao lado. Alex, para mim é o personagem mais engraçado do livro, ele além de traduzir tudo de maneira hilária, ele tenta consertar as opiniões provocativas de seu avô mau humorado e controlar o cachorro, que também cria situações muito agradáveis. O choque cultural do autor com o tradutor e seu avô dá um toque bem interessante ao livro, apesar de não ter destaque. 
 O livro não é maravilhoso como todo mundo diz, mas é muito legal. Tentarei ler  as narrativas completar , a primeira toda, então a segunda toda, para tentar entender melhor e conto para vocês.

Beijooos!
AMY XO