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Resenha 7 clássicos franceses.

Olá gente!!

A resenha de hoje vai ser mais um guia do que uma resenha.
 O livro 7 clássicos franceses é uma mini biografia de 7 autores com grande destaque no cenário literário francês e mundial.

Em " 7 clássicos franceses" conhecemos um pouco melhor Balzac, Stendhal, Victor Hugo, Flaubert, Proust, Sartre e Camus.

O capítulo de Balzac é dividido em Cronista da epopeia burguesa, que fala um pouco sobre seu início de carreira, As entranhas do século e Paris personagem. Todos se focam na principal obra de Balzac, a comédia humana, fazendo uma análise de seu valor psicológico e social na época e atualmente.
 Eles descreveram muito bem toda a trajetória do livro e do autor, tanto que mesmo já conhecendo comédia humana anteriormente e não havia me interessado, o livro conseguiu causar interesse.

Stendhal - Possui o capítulo chamado " Um mestre de machado" que fala sobre a amizade de Machado de Assis para com o autor e a coincidência entre suas obras.

Victor Hugo - Com seu capítulo nomeado " Muito Romântico", conta da influência de Victor Hugo no romance, sobre suas obras, a admiração que os outros autores tinham por ele e sua influência política. Claro que foi meu capítulo favorito :D

Flaubert - A precisão da escrita, fala sobre como Flaubert escrevia bem e era admirado por isso, fala sobre Madame Bovary e o impacto causado na época.

Proust - A apreensão da memória fala sobre a influência de Proust no mundo da psicologia.

Sarte - Condenado à liberdade .
Camus - Sob o signo do sol , O inimigo de si mesmo , Uma terra sempre estranha , O mediterrâneo é aqui.
Sartre e Camus - A Amizade e conflito. Os episódios dos dois são sempre relacionados ao outro, sobre suas influências políticas, sobre a influência literária que Camus exercia em Sartre e vice-versa, fala muito de o estrangeiro, obra de Camus e da movimentação que o mesmo causou na época. Porém neste capítulo a amizade dos dois se desmancha e a história de amor e ódio entre Sartre e Camus se torna o lugar perfeito para finalizar o livro.

Eu gostei muito do livro, primeiro pelo valor que comprei e segundo que a narração não é cansativa, mesmo sendo biografia, tipo de história que não gosto muito. Os 7 clássicos franceses é muito difícil de encontrar mas se você encontrar vale super apena.

BEIJOS!!!
AMY XO

Resenha... Madame Bovary - Gustave Flaubert




Personalidade literária de Flaubert, dotada de agudo senso crítico que o distanciou do exaltado gosto romântico da época, levou-o a tornar-se um dos maiores prosadores da França no século XIX. O romance "Madame Bovary" é a sua obra-prima. Baseado em fatos da vida real, o livro, que Flaubert levou cinco anos para escrever, causou forte impacto, a ponto de gerar o processo no qual o autor escapou de ser condenado à prisão, graças à habilidade da defesa, que transformou a acusação de imoralidade na proclamação das intenções morais e religiosas do autor. Nem moral, nem imoral, a narrativa é uma devastadora crítica das convenções burguesas do seu tempo.


Edição: 1

Editora: Saraiva de Bolso
ISBN: 9788520925928
Ano: 2011
Páginas: 368
Tradutor: Sérgio Duarte



Olá gente!


Estou aqui de novo para mais uma resenha de um clássico,dessa vez Francês, Madame Bovary.


No início eu fiquei meio confusa , porque eu achei que a história ia começar direto com a Madame , só que na verdade começou com a história de um menino.

Madame Bovary é Emma . Emma é uma moça do campo , um tanto ambiciosa e leitora voraz desde pequena. O problema é que Emma acha que o que está escrito nos livros acontece e quando conhece Charles , médico que havia acabado de perder a esposa , casa-se e vai viver com ele. Emma vive cheia de luxos e coisinhas de rico , Charles prefere uma vida mais simples.
 Após o casamento Emma começa a se queixar de Charles que mesmo não conseguindo entender e dar valor as coisas que Emma pensa ser importante, tenta agradá-la, na minha opinião Charles é um fofo tentando fazer tudo que ela precisa mais isso o torna entediante.
 Emma , safadénhaaaaa toda vida , infeliz com o que tem começa a buscar em outros homens o que não tinha com o seu marido. Ela arranja um primeiro amante que a abandona e mesmo com o nascimento de sua filha, ela não para por aí não!
 Emma começa a entrar em depressão por não conseguir vivenciar o que ela sonhou e ficar fresca que só ela . Charles sempre legal e idiota  faz de tudo para agradá-la , gasta rios de dinheiro e nada da mulher ficar feliz. Juro que na metade do livro eu queria que o Charles chutasse o traseiro de Emma e fosse ser feliz, mais fazer o que, ele era louco por ela.
Apartir da segunda parte do livro , a história fica mais animada com todas as situações do doutor, as viagens, a cena no teatro que me envolveu bastante; de contra partida, Emma se torna uma chata, exigente que muda de amante como se muda de roupa, não se importa com a filha, eu fiquei revoltada quando ela empurrou a filha dela e acabou machucando a criança.
 O final não é o mais surpreendente do mundo , mais digamos , que é surpreendente o suficiente para não acreditar nele.

O livro tem poucos diálogos , por isso vai parecer arrastado para os leitores de um livro só , mais para quem entende e se envolve , a história tem um fluxo bem legal e se você se concentrar dá para se sentir na França . Eu odeio a Emma, mas gostei do livro , gostei do farmacêutico e dos foras que a Emma dava na senhora Bovary e vice versa haha '.
 Alguns vão dizer que não tem nada a ver , mais eu achei que a história de Madame Bovary bem estilo , o do vizinho é melhor que o meu . Ela nunca se contentava com o que tinha , antes de casar-se achava Charles perfeito , depois Lion ela o abandonou e assim sucessivamente. Outra coisa que eu achei bem característico foi a ambição que as pessoas do campo tem de se equiparar aos habitantes da cidade , principalmente durante o século XIX , que toda moda lançada em Paris era seguida pelas Senhoras de classe média. Emma tinha esse desejo, de ir morar em Paris , se vestir como tal.
 Uma coisa que eu achei bem legal foi quando Charles foi fazer uma cirurgia para a correção do pé de um senhor , a euforia que aquilo causou , que sairia em jornais , que ele ficaria famoso por uma coisa que hoje acontece a toda hora.
 Penso que Madame Bovary é o retrato de muitas mulheres que vivem com seu marido e familia, simplesmente para ser " certinha" e não vive seus sonhos e suas fantasias, acabam entrando em depressão e buscando a solução no adultério. A ambição existe hoje também de seguir a moda das grandes capitais , de ter o mais moderno , de sufocar-se para pagar as dividas. Madame Bovary enfim, é uma história que se aplica ao nosso dia-a-dia, interessante, não é a melhor que eu já li , mas em uma escala de 0 -10, merece no mínimo um 8,5.


  • "O que pode ser mais agradável do que ficar á noite junto ao fogo com um livro enquanto o vento faz bater nas janelas e a lâmpada arde..."
  • "As obras que não nos tocam o coração, afastam-se , ao que me parece, do verdadeiro sentido da arte. É tão bom, entre os desencantos da vida, podermo-nos transportar em sonhos aos caracteres nobres, as feições puras e visões de felicidade ."
  • "... e não me refiro, senhores, a essa inteligência superficial, ornamento vão dos cérebros indolentes, mas antes a essa inteligência profunda e moderada, que existe em todos os que procuram os objetivos úteis, contribuindo assim para o bem de cada um, para o progresso comum e para a manutenção do Estado, fruto do respeito ás leis e de prática dos deveres... " 
  • Nos dias de muito calor       sonhavam as moças com o amor .
É isso gente , espero que tenham gostado. Dê sua opinião , já leu? vai ler? concorda comigo? isso é muito importante. Beijos Beijos até a próxima , fuiii...


Amy Xo

A obra de Gustave Flaubert

Hoje vou começar uma nova sequência de posts falando sobre a vida e obra de alguns autores.
 Quantas vezes lemos livros de autores, conhecidos ou não , e gostamos tanto que queremos ler mais, só que não conhecemos outras obras dele? Pois é isso vai ser resolvido apartir de agora!
 Eu sou louca pela literatura francesa , por isso vou começar com Gustave Flaubert , o escritor de madame Bovary, livro que estou lendo atualmente.

Gustave Flaubert ( Ruão , França , 12 de dezembro de 1821 - Croisset, França, 8 de maio de 1880) foi um escritor francês. Prosador importante, Flaubert marcou a literatura francesa pela profundidade de suas análises psicológicas, seu senso de realidade, sua lucidez sobre o comportamento social, e pela força de seu estilo em grandes romances.
Romancista e contista , movimento realista


Flaubert foi um dos mestres do Realismo, movimento estético de reação ao Romantismo europeu no século XIX, influenciado pelas teorias científicas, aRevolução Industrial e a linha filosófica de Augusto Comte. Flaubert é contemporâneo de Baudelaire e ocupa, tal como o poeta de Fleurs du Mal, uma posição pioneira na literatura do século XIX.
A visão irônica e pessimista da humanidade fazem de Flaubert, na verdade, um grande moralista. Flaubert levou à perfeição o ideal do romance realista de harmonizar a arte e a realidade. Sua obra se caracteriza pelo cuidado na sintaxe, na escolha do vocabulário e na estrutura do enredo.

Todas as obras :



  • "Rêve d'enfer" (“Paixão e Virtude”) 1837
  • Mémoires d'un fou (“Memórias de um Louco”) 1838
  • Novembre (“Novembro”) 1842
  • Madame Bovary (“Madame Bovary”) 1857
  • Salammbô (“Salambô”) 1862
  • L'Éducation sentimentale (“A Educação Sentimental”) 1869
  • Lettres à la municipalité de Rouen, 1872
  • Le Candidat (peça), 1874
  • La Tentation de Saint Antoine (“A Tentação de Santo Antônio”) 1874
  • Trois Contes (“Três Contos”) (Un cœur simple (“Um Coração Simples”), La Légende de Saint Julien l'Hospitalier e Hérodias), 1877
  • Le Château des cœurs (teatro), 1880
  • Bouvard et Pécuchet (inacabado), 1881
  • À bord de la Cange, 1904
  • Par les champs et les grèves, 1910
  • Œuvres de jeunesse inédites, 1910
  • Dictionnaire des idées reçues, 1913
  • Lettres inédites à Tourgueneff, 1947
  • Lettres inédites à Raoul Duval , 1950

Obras mais famosas:

Madame Bovary

Madame Bovary
O romance conta a história de Emma, uma mulher sonhadora pequeno-burguesa, criada no campo, que aprendeu a ver a vida através da literatura sentimental. Bonita e requintada para os padrões provincianos, casa-se com Charles, um médico interiorano tão apaixonado pela esposa quanto entediante. Nem mesmo o nascimento da filha dá alegria ao indissolúvel casamento ao qual a protagonista se sente presa. Emma, cada vez mais angustiada e frustrada, busca no adultério uma forma de encontrar a liberdade e a felicidade. Apesar da intensa procura de uma vida digna, e o fato dela nao se dar valor, dificilmente consegue sentir-se satisfeita com o que é e o que tem.
“Madame Bovary”, sua mais famosa obra, é impressa na “Revue de Paris”, por Laurent Pichat e Maxime Du Camp, em outubro de 1856. Resultado de cinco anos de trabalho, o romance é uma dura depreciação dos valores burgueses. Segundo alguns críticos conservadores, Flaubert ridiculariza sua própria condição social.
Mal o livro começa a ser publicado, porém, Ulbach, secretário da “Revue de Paris”, faz objeções sobre a cena do fiacre, que foi “omitida” do número da edição. Apesar da suspensão da cena, a censura decide suspender a publicação da obra e processar o autor, sob a acusação de “imoralidade”. Na verdade, a sociedade burguesa “sentiu a força do ataque, e seus representantes desde 1848, trataram de punir o acusado”.
Em janeiro de 1857, Flaubert senta no banco dos réus, mas é absolvido pela Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena, em Paris, em 7 de fevereiro de 1857, através da argumentação do advogado Sénard.
Mediante a curiosidade da época em saber quem era “Ema Bovary”, Flaubert responde apenas: “Madame Bovary sou eu”.

Salammbô

Salammbô, pintura de Gaston Bussière, 1907
Salammbô é o nome fictício da filha de Amílcar Barca, célebre conquistador cartaginês. Durante as primeiras Guerras Púnicas, teve este de proceder à contratação de enormes contingentes de soldados mercenários que, findas as batalhas contra os romanos, acabaram rebelando-se e atacando a principal cidade da colônia africana dos fenícios.
Após um festim comemorativo feito pelos comerciantes em homenagem às vitórias, um dos mercenários, chamado Mâtho, apaixona-se pela bela princesa Salammbô, a filha do general. Consagrada para o culto à deusa Tanit, esta se conserva pura e virginal, desconhecendo a realidade mundana.
Tem início a revolta dos mercenários, por não terem recebido as prometidas recompensas, sendo Mâtho um dos seus principais chefes. Amilcar encontra-se fora da cidade, que é cercada pelos milicianos. Tomado por sua paixão desenfreada, Mâtho ocultamente penetra em Cartago, o que resulta no roubo doZaïmph - o manto sagrado da deusa - e no qual nenhum mortal poderia tocar.
O retorno de Amilcar, marcado pela oposição dos seus conterrâneos, dá início a uma longa série de batalhas, vitórias e reveses para ambos os contendores. Corajosamente, Salammbô segue ao acampamento rebelde, a fim de recuperar o objeto divino, indo diretamente à tenda do chefe revoltoso que, ante a inusitada realização de seu maior desejo - estar ao lado da amada - desfalece. A moça, assim, retorna com o manto - para isto tendo que tocá-lo.
Após intensas lutas, quando tudo parecia perdido para Amilcar, este sai vitorioso, e Mâtho é capturado. A jovem princesa dele se apaixonara, e sua morte por lapidação, durante os festejos de suas núpcias com Narr' Havas (outro mercenário, que desertara para o lado dos cartagineses) leva a moça a também morrer… fora-lhe fatal tocar no Zaïmph…

Romance histórico sobre Cartago, iniciado em 1857. Só será publicado em 1862.
Salammbô veio após Madame Bovary. Flaubert começa sua redação em setembro de 1857, após vencer o processo instaurado contra Madame Bovary; ele relata, em sua correspondência com Mlle. Leroyer de Chantepie, que deseja desligar sua literatura do mundo contemporâneo, e de trabalhar em um romance no início da era cristã.
Em abril de 1858, Flaubert vai à Túnis para se inteirar da história, e estuda textos de PolíbioPlínioPausâniasPlutarco, e Heródoto. O romance é publicado de 1857 a 1862, com sucesso imediato, a despeito de algumas críticas, tais como de Charles-Augustin Sainte-Beuve, mas encorajado por Victor HugoJules Michelet e Hector Berlioz.
O romance fala sobre as guerras púnicas e a cartaginesa Salammbô, baseada na história, relatada por Políbio, de uma filha de Amílcar Barca, general cartaginês que combateu os romanos na Primeira Guerra Púnica, e que havia sido prometida por seu pai a um guerreiro numídio.

Ele disse .....

  • Seja normal e regular na sua vida , só assim você pode ser violento e original no seu trabalho.
  • A memória é uma coisa bela , é quase um desejo que você sente falta.
  • A morte de um amigo é um pedaço seu que morre.
  • Os momentos mais gloriosos de sua vida não são os chamados dias de êxito, mas sim aqueles dias em que a tristeza e desespero que você sente, te traz um desafio para a vida, e a promessa de realizações futuras.


E aí gostaram? Comentem , até a próxima! 

Beijos